O caso de É uma vigília ainda causando muita polêmica no vôlei peruano após sua aposentadoria do jogo Universidade San Martín e sua introdução posterior Universidade de Esportes. Em meio à polêmica sobre como eles se separaram o técnico do clube Judy Balcázaremitiu duras críticas aos representantes dos jogadores, Leonardo Feitosaque ele descreveu como “pseudo representação”.
Em uma entrevista recente ao podcast ‘Ataque Cruzado’a direcção garantiu que o processo que levou à demissão de Vigil foi marcado por uma sucessão de contactos, reuniões tensas e desentendimentos sobre a gestão dos papéis do seu passaporte, o que levou a um conflito institucional que ainda repercute.
Balcázar explicou que o momento devastador ocorreu quando o jogador anunciou a intenção de gerir a sua saída do clube. Segundo sua versão, tudo veio de um e-mail enviado por Vigil após uma conversa anterior com pessoas ao seu redor. “Aixa está me enviando um e-mail dizendo que, conforme discutido Leonardo, que é seu pseudo representanteEle me pediu para enviar a carta”, disse o dirigente.
O responsável desportivo do USMP confirmou que o assunto foi levantado numa reunião anterior onde houve uma avaliação da possível libertação do jogador. Neste contexto, um dos principais pontos da sua declaração foi a questão direta do papel de Feitosa nas negociações, que acusou de não ter recebido aprovação oficial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
“Ele não é representante porque não possui o código FIVB“, disse, distinguindo-o de outros agentes de comunicação, como Fernanda Tomé, ex-jogadora do San Martín, que disse: “Tem representação A1. Não há necessidade de comparar. Na verdade, ele tem um código FIVB, representando muitas pessoas ao redor do mundo.
Balcazar relatou ainda que tentou falar diretamente com o jogador para atualizar, embora a situação já estivesse em andamento. Segundo ele, na reunião anterior, os funcionários da Aixa garantiram que foram tomadas providências para Federação Peruana de Futebol (FPV) em relação à emissão de documentos de passaporte.
“O agente dele, a certa altura, me disse para não me preocupar com a papelada, mas ele não precisou do meu consentimento porque já conversou com o Gino (Vegas).“, ressaltou. Porém, após consulta ao referido dirigente, a resposta pode ser diferente: “Liguei para o Gino e ele me disse que não sabia do que estava falando. Isso me entristeceu e tive certeza de que Gino cumpriria sua palavra”, disse, comprovando a contradição no processo.
O dirigente desportivo do San Martín também recordou o importante encontro com o Aixa Vigil a meio da fase decisiva da temporada. Segundo ele, a reunião não ocorreu normalmente e não permitiu a apresentação da proposta do clube, numa situação marcada pela localização do entorno do atacante.
“Eu nem falei naquela reunião porque não me deixaram falar.“, disse. Apesar disso, confirmou que San Martín manteve a intenção de renovar o contrato e estava confiante em chegar ao acordo, embora o clube tivesse a licença do jogador e no final ele foi finalmente dispensado devido à sua saída do Universitario. Nesta situação voltou a questionar o papel do agente no processo.
“A reunião deveria dar a ele a resolução de Ano Novo, como sempre. Mas não me deixaram falar, me contaram tudo. No Peru, não permitimos que pessoas de fora ditem como nossas regras são feitas.”, destacou.
Por fim, Balcazar garantiu que o problema ultrapassou o nível internacional, recebendo apoio de pessoas ligadas ao voleibol que aconselharam a defender a sua posição. “Pessoas do exterior e do Peru que jogam vôlei há anos me ligaram para dizer: ‘Yudy, proteja-se, isso não pode acontecer’“, concluiu.
O caso de Aixa Vigil continua a causar debate no voleibol peruano, com versões conflitantes sobre a instituição, o ambiente da jogadora e o processo da federação que lhe permitiu chegar ao Universitario de Deportes.















