O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, atualizou esta terça-feira o balanço das vítimas espanholas após o terramoto ocorrido na semana passada na Venezuela. A pontuação final subiu 18 espanhóis morreram e colocou o número de desaparecidos em 144, segundo informações gerenciadas pelo ministério. No comunicado anterior, divulgado na segunda-feira, as Relações Exteriores davam conta de 17 mortos e 138 desaparecidos.
Albares explicou que além disso é possível encontrar um lugar 12 espanhóis sob os escombros. O Ministério está trabalhando com as autoridades venezuelanas para avançar nas operações de resgate e ajudar as famílias afetadas.
A Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) mantém abastecimentos de emergência e prepara-se para enviar mais ajuda. Segundo a explicação do ministro, na quarta-feira decolará um avião com a equipe ‘Start’ e um hospital de emergênciarecursos destinados a reforçar a ajuda aos feridos, cujo número está aumentando nos países sul-americanos. “Continuamos a incentivar a ajuda”, explicou o ministro, e mostrou que neste momento este hospital é “realmente necessário” para cuidar “dos muitos feridos, que vão aumentando em número”.
O Governo continuará a fornecer apoio “ao povo dos irmãos” na Venezuela “É necessário tempo nestes tempos emocionantes e urgentes”, disse o ministro. “Tem a nossa total solidariedade quando chegar a hora de reconstruir”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, confirmou esta segunda-feira que o duplo terremoto da quarta-feira da semana passada, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, parou. pelo menos 1.719 morreram e mais de 5.000 ficaram feridos. As Nações Unidas estimam que o número de pessoas desaparecidas pode rondar os 50 mil.
O evento espanhol, organizado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), inclui profissionais de saúde, equipes de resgate e apoio logístico. O Itamaraty, em constante contato com as famílias, autorizou a transmissão de informações e atendimento do consulado a quem procura seus familiares ou precisa de ajuda.
O Governo espanhol mantém a cooperação com as autoridades venezuelanas e as organizações internacionais presentes no terreno, concentrando esforços na localização dos desaparecidos e no cuidado dos feridos e vítimas. Espera-se que a ajuda humanitária chegue nos próximos dias, à medida que as operações de emergência e as avaliações de danos progridem.
As buscas e resgates continuam, no sexto dia após o duplo terremotocom a implantação de mais máquinas e a chegada de equipes de resgate internacionais. La Guaira, que as autoridades venezuelanas declararam “área de desastre” após o terremoto, continua sendo o centro dos esforços de emergência, já que esta cidade tem o maior número de vítimas e danos materiais.















