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Imbroda foi acusado de divulgar dados pessoais em um suposto escândalo de corrupção

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Melilla, 30 de junho (EFE).- O empresário Abdelmayid Belkasen Mohamed acusou perante o tribunal de Melilla que o presidente de Melilla e do PP regional, Juan José Imbroda, revelou numa aparição à imprensa a sua identidade como autor da nota manuscrita que deu origem ao relatório policial sobre corrupção.

A denúncia, obtida pela EFE, foi apresentada na última quinta-feira ao Tribunal de Apelação nº 2 de Melilla, aquele que investiga a ação Santiago-Rusadir e ordenou a redução de depoimentos após o relatório do Departamento de Crimes Económicos e Financeiros (UDEF), que encontra indícios de manipulação e desvio do plano da cidade por parte do Governo de Melilla.

Na denúncia, Abdelmayid Belkasen acusou a divulgação pública, por parte de Imbroda, de dados pessoais, da sua residência, do seu negócio e dos seus procedimentos durante uma conferência de imprensa realizada na sede do PP na véspera, onde lhe fez uma referência direta, chamando-o de “considerado um criminoso” quando foi investigado na operação Santiago-Rusadir.

Belkasen destacou que os dados pessoais divulgados por Imbroda provêm do relatório policial da UDEF que teve origem na descoberta de uma nota manuscrita intitulada “Operação Valenzuela” na busca da casa, e considera o incidente como “uma situação única de abordagem pessoal e energia”.

Na sua opinião, pode representar uma violação dos artigos 301.º e 302.º da Lei Penal, que estabelece o sigilo dos processos sumários, e de acordo com o artigo 466.º do Código Penal sobre a divulgação de atividades secretas, ou no artigo 417.º sobre a divulgação de informações conhecidas pelo serviço público.

Acrescenta que a divulgação pode levar a violações de segurança e à utilização ilegal de dados pessoais tratados no sector policial ou da justiça criminal, regidos pela Lei Orgânica 7/2021.

Diante de tudo isso, a operadora exige do juiz diversas diligências, entre elas o controle de acesso ao boletim de ocorrência para localizar os profissionais ou empregadores que receberam os documentos do processo; e a identificação de acessos ilegais, para que a Cidade Autônoma explique se recebeu a denúncia, em que data, por qual canal e “se foi utilizada para preparar a coletiva de imprensa”.

Da mesma forma, pede a inclusão do vídeo da conferência de imprensa, a tradução com exceção e a gravação da sua distribuição nas redes sociais ou nos noticiários e que se acordem as medidas de proteção de dados pessoais, como nome, morada e “dados desnecessários” em futuras cópias e alerta as partes sobre a proibição da distribuição destas informações.

Solicita a isenção de responsabilidade caso fique comprovado que “não é impróprio o acesso, transferência, entrega ou divulgação do boletim de ocorrência ou dos dados pessoais nele contidos”. EFE



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