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A Procuradoria Geral de Veracruz confirmou o assassinato da jornalista Roxana Guzmán: seu corpo foi encontrado na fazenda de Moloacán.

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Eles querem informações sobre o caso.

o Procuradoria do Estado de Veracruz confirmou a descoberta do corpo de Roxana Berenice Guzmán Ramírez em uma fazenda no município Moloacano24 dias após seu sequestro. Apenas o preso divulgou a localização do corpo após sua prisão.

José Del Carmen Cadena Gessoconhecido como “Delta 7”foi preso lá Coatzacoalcos a partir dos elementos Secretário da Marinha com a Secretaria de Segurança Pública de Veracruz. Quando o suposto autor do crime foi preso, o jornalista apontou para o local onde foi morto.

A captura do “Delta 7” foi o resultado de várias semanas de operações de inteligência marítima. o Certo anunciou esse trabalho com diversas empresas estaduais e federais, a CONASE e o FGEdesde o início da pesquisa.

As forças de segurança salientaram que Cadena Escayola esteve diretamente envolvida na privação ilegal da liberdade dos meios de comunicação. No momento em que o incidente foi descoberto, os fuzileiros navais já guardavam o local onde aguardavam as equipes de peritos.

A polícia vigia a casa da jornalista Roxana Guzman, que foi sequestrada de sua casa por homens armados desconhecidos em 2 de junho, em Nanchital, estado de Veracruz, México, em 12 de junho de 2026. REUTERS/Angel Hernandez
A polícia vigia a casa da jornalista Roxana Guzman, que foi sequestrada de sua casa por homens armados desconhecidos em 2 de junho, em Nanchital, estado de Veracruz, México, em 12 de junho de 2026. REUTERS/Angel Hernandez

Na manhã do dia 2 de junho, por volta das 6h, três homens armados e mascarados invadiram a casa de Guzmán Ramírez, na rua Balderas, bairro de Primero de Mayo, em Nanchital. O jornalista conseguiu gravar em seu celular antes que um dos agressores o levasse embora.

No vídeo, pessoas vestidas de preto batem na porta com um martelo. O irmão de Roxana mandou que parassem e avisou que havia um bebê lá dentro.

Quando os homens conseguiram entrar, um deles apontou uma arma longa para ele, subjugou os transeuntes e levou o repórter embora. A gravação é interrompida.

O caso de Roxana Guzmán não começou em 2 de junho. Em 11 de março de 2017, sua esposa, Carlos Fernández Escalantefoi morto a tiros no bairro de Brunet, em Nanchital, a poucos metros de onde estava.

A porta danificada da casa da jornalista Roxana Guzmán, que foi retirada de seu apartamento por homens armados não identificados em 2 de junho, é vista em Nanchital, estado de Veracruz, México, em 12 de junho de 2026. REUTERS/Angel Hernandez
A porta danificada da casa da jornalista Roxana Guzmán, que foi retirada de seu apartamento por homens armados não identificados em 2 de junho, é vista em Nanchital, estado de Veracruz, México, em 12 de junho de 2026. REUTERS/Angel Hernandez

Depois deste crime, a associação CIMAC confirmou que Guzmán Ramírez foi forçado a deixar Veracruz por razões de segurança. Naquela época eu estava trabalhando lá Diário do Istmo.

A ficha de Fernández Escalante inclui prisões em 2012 por posse de armas para uso privado do Exército e drogas, e uma agressão em dezembro de 2015 na qual morreu após receber pelo menos três ferimentos. As linhas de investigação sobre sua morte sugerem uma possível vingança por um antigo rancor, não relacionado ao jornalismo de Roxana.

Anos após seu exílio, Roxana Guzmán retornou a Veracruz em janeiro de 2026 e estabeleceu Pulso de Informação Sudestetambém conhecido como Pulso Nankitec. Adicionada mídia digital 19.000 seguidores nas redes sociais em alguns meses.

O projeto teve uma vertente hiperlocal: relatos de cidadãos, monitoramento de reclamações comunitárias e cobertura de questões sociais, políticas e de segurança na região sul do estado. Na véspera do sequestro, Guzmán Ramírez publicou artigos sobre reclamações de cidadãos sobre a venda de ovos em mau estado e sobre uma reclamação de uma família à Câmara Municipal por despesas médicas incorridas num acidente de carro.

Um grupo armado sequestrou a jornalista Roxana Guzmán de sua casa em Nanchital, Veracruz. (Foto)
Um grupo armado sequestrou a jornalista Roxana Guzmán de sua casa em Nanchital, Veracruz. (Foto)

Um colega deste repórter disse que Mil anos que atuou no jornalismo por “dois ou três anos” e pronto “Em nenhum momento ele mencionou ou nos disse que existia tal problema”sobre possíveis ameaças.

O assassinato de Roxana Guzmán ocorre num país que Repórteres Sem Fronteiras Será classificado como o segundo país mais mortal para jornalistas em 2025, atrás apenas da Palestina. Naquele ano, 9 jornalistas foram mortos no México — o maior número em três anos — e o país ficou em segundo lugar no mundo em desaparecimento de jornalistas, com 28 casos.

Após o sequestro, ARTIGO 19.º O México e a América Central apelaram à FGE Veracruz, ao governo estadual e à Comissão Estadual de Pesquisa Humana para implementarem ações rápidas. A organização solicitou que o jornalismo de Guzmán Ramírez seja uma prioridade na investigação e que seja aplicado o Protocolo aprovado para a investigação de crimes contra a liberdade de expressão.

CIMAC desencadeou a Conscientização das Mulheres Jornalistas e exigiu a participação de FEADLE —Procuradoria Especial para Crimes Contra a Liberdade de Expressão— e Mecanismo de Proteção para Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas. A única reclamação na história de Roxana em 2019, quando solicitou a participação de CEAPP por processar um funcionário público em Nanchital.



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