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SEMI observa que alterações nos mecanismos de termorregulação podem impedir a percepção adequada do calor e seus riscos.

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A Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) publicou um infográfico sobre a prevenção do sobreaquecimento, onde alerta que alterações no mecanismo de termorregulação podem impedir a percepção adequada do calor e dos seus perigos.

“Os idosos e aqueles com doenças crónicas podem ter alterado os seus mecanismos de termorregulação e sentir menos calor, mesmo quando o seu corpo está a sofrer”, afirmou neste documento elaborado pelo Observatório das Alterações Climáticas. “Portanto, não sentir calor não significa que não haja risco para a saúde”, acrescentou.

Nessas falas, ele alerta que duas pessoas podem sentir o mesmo calor uma da outra. Quando expostas ao calor, é comum que algumas pessoas sintam muito calor enquanto outras quase não notam qualquer desconforto, mesmo no mesmo local, explicou, insistindo que a sensação de calor nem sempre reflete o real risco para a saúde.

ESTATUTOS PARA CONSIDERAÇÃO

“Nosso corpo não vê apenas a temperatura do ambiente, mas o fluxo de calor que ele ganha ou perde”, disse ele sobre isso, e depois revelou que fatores como idade, corpo, doença, certos medicamentos, umidade, ar e o nível de aclimatação podem fazer com que duas pessoas experimentem sensações diferentes na mesma temperatura.

Por isso, a SEMI, que afirmou que esta informação é “especialmente no período de calor extremo”, sublinhou que “as medidas preventivas devem ser seguidas independentemente dos sentimentos do indivíduo”. Entre as recomendações mais importantes, ele destacou a manutenção de uma hidratação adequada e a permanência em local fresco e bem ventilado.

Além disso, esta organização científica manifestou o seu compromisso em evitar a exposição ao sol nas horas mais quentes, e em prestar especial atenção aos idosos, pacientes com doenças crónicas e outros grupos vulneráveis.



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