Na última década, a presença de pelicanos no centro de Lima Fotos que chocaram vizinhos e visitantes. Várias fotos da década de setenta mostram como essas aves percorriam o mercado e até as ruas. Praça Prefeitocondições que podem ser repetidas devido aos efeitos de El Niño Cheio e mudanças causadas pelas águas quentes na costa peruana.
O especialista em fauna marinha costeira no Serviço Nacional de Silvicultura e Vida Selvagem (Serfor), Senhora Amaroexplicado para Infobae Peru mas este fenómeno ambiental provoca o deslocamento das principais fontes de alimento destas espécies: a Angústia. “A subida da água na nossa costa fez com que a enguia se deslocasse para zonas mais profundas e para sul, em busca de águas mais frias”, explicou o especialista. Este processo obriga as aves guano, os pinguins e os leões marinhos a abandonarem as suas colónias naturais e a deslocarem-se em direção à costa, até mesmo às cidades.

Cada um Evento El Niño Muito forte, a costa peruana experimenta uma notável mudança na fauna local. Segundo registros históricos, durante os anos de 1969, 1972, 1983 e 1997, a escassez de alimentos levou dezenas de pelicanos a entrar na cidade de Lima. Fotos da época, publicadas pela página e jornal Lima Antigua O comérciomostram os pássaros vagando pelos mercados e ruas, pegando comida de vendedores e transeuntes.

De acordo com Senhora Amaroeste tipo de migração responde a estratégias adaptativas. “Quando não conseguem encontrar alimento nas suas grandes colónias, abandonam os ninhos em busca de novas fontes, porque se lá permanecerem os seus bebés não sobreviverão”, explicou. Hoje, chegando até a atingir o número de pinguins 5.400 pessoaso relatório indica a ausência destas aves nas ilhas e os ninhos abandonados, um sinal claro da crise alimentar.

Um dos maiores riscos associados à chegada de pelicanos e outras espécies às cidades é que falta de comida na população. “Ao dar-lhes lixo ou restos de comida, passam-lhes a falsa ideia de que ali encontrarão sempre comida, o que altera o seu comportamento natural”, alerta Dona Amaro. Além disso, muitas vezes recebem alimentos errados em sua dieta, o que pode causar doenças.

O especialista em Serfor avisado sobre focos infecciosos que são fabricados nessas instalações de montagem. O contato entre animais doentes e saudáveis facilita a transmissão de vírus e bactérias, que podem ser perigosos para animais e pessoas. “Vemos a propagação de doenças zoonóticas e a presença de bactérias perigosas nesses ambientes”, disse Amaro.

Na presença de um mesmo ou outros animais selvagens urbanos, os especialistas desaconselham tentar cuidar ou alimentar os animais. O protocolo correto indica a conexão com Alerta Serfor através do WhatsApp (número 947 588 269), envie fotos e a localização exata. Além disso, recomenda-se ser consistente com calma isolar a área até a chegada de uma equipe especial, que será responsável pela avaliação e transferência segura do animal.
“Se você avistar uma ave ou mamífero marinho na praia, principalmente se estiver morto, é importante denunciar para evitar a propagação de doenças tanto para os animais quanto para os visitantes”, disse Amaro. Este controlo epidemiológico inclui a eliminação de doenças como a gripe aviária ou a doença de Newcastle, comuns em casos de fraqueza ou congestão dos animais.

A desordem de pássaro selvagem no ambiente urbano representa um desafio para a saúde pública. Além do risco de doenças, o acúmulo de fezes em mercados e campos pode causar desconforto e problemas de saúde. No passado, ocorreram conflitos entre animais e trabalhadores portuários, bem como casos de leões marinhos que, ao alterarem o seu comportamento, podem tornar-se agressivos ou competir por comida.
As autoridades insistem que estas ações não devem ser incentivadas para evitar uma repetição da temporada passada, quando a falta de informação causou problemas entre o povo de Lima e os pelicanos. A cooperação entre o município, os serviços de proteção animal e os cidadãos é necessária para gerir esta situação de forma adequada.















