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EH Bildu evita avaliar a mensagem do Rei, que diz ser “herdeiro do legado franquista e reacionário”

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A reacção de EH Bildu ao discurso de Natal do rei Felipe VI concentrou a sua mensagem na rejeição da monarquia, reiterando o seu desejo de uma república basca e referindo-se ao rei como “herdeiro do legado e da reacção franquista”. Segundo notícias publicadas por vários meios de comunicação, o partido independentista manifestou esta posição na rede social, onde também afirmou: “Nós, bascos, não temos rei. Gora Euskal Republika! (Viva a República Basca)”.

A comunicação social destacou que, depois da posição que exibiu no ano passado, EH Bildu evitou avaliar o conteúdo da tradicional mensagem de Natal do chefe de Estado espanhol. A coligação limitou-se a destacar a rejeição histórica da forma de monarquia e mostrou assim uma discrepância com o seu discurso habitual, exigindo um modelo republicano próprio para Euskadi.

Os partidos nacionalistas não foram os únicos a comentar a intervenção do rei na televisão, embora a sua resposta tenha sido notável por não analisar a mensagem e reafirmar a sua posição anti-real. Segundo os meios de comunicação que divulgaram a declaração, noutras ocasiões no passado, como no Natal passado e em 2015, EH Bildu teve a mesma atitude, recusando-se a dar importância às palavras do rei e mantendo distância do Palácio Real.

No seu discurso no Palácio Real, o Rei Felipe VI enviou uma mensagem aos cidadãos espanhóis centrando-se na defesa do consenso e da coexistência democrática. Segundo a comunicação social, o rei recordou as conquistas durante a Transição, destacando a importância da manutenção destes princípios, especialmente face aos conflitos políticos e sociais.

Durante o discurso, o rei apelou à responsabilidade da classe política espanhola e insistiu na necessidade de diálogo, respeito mútuo e comportamento exemplar no cumprimento das suas responsabilidades. A comunicação social noticiou que o chefe de Estado destacou o perigo de “tédio” causado pelos conflitos e pela perda de confiança nas instituições governamentais, alertando que esta situação pode contribuir para o aumento do “extremismo, radicalismo e populismo”.

A posição de EH Bildu contrasta com o apelo do rei a “todos os espanhóis” para preservarem o acordo e o entendimento, um apoio que o partido basco irá opor às exigências da sua república. Esta posição insere-se na estratégia política da coligação, que continua a evitar ceder o poder ao chefe de Estado e volta o seu discurso para a independência e a instauração de uma república basca.

Entre os elementos destacados pelo rei, os meios de comunicação indicaram que a preocupação com o futuro dos jovens espanhóis tem um lugar importante, bem como o impacto dos conflitos políticos na sociedade. O rei destacou que o descontentamento social pode ser explorado para posições políticas radicais, uma visão contra a qual alertou no futuro.

Enquanto o rei Felipe VI defendia o consenso e a coexistência democrática como pilares do Estado, as relações de EH Bildu não só evitavam referir-se a propostas específicas do rei, mas insistiam no seu desacordo com a monarquia e o modelo institucional vigente em Espanha.

Tal como noticiado recentemente pelos meios de comunicação social, as mensagens de EH Bildu na rede social limitam-se a mencionar o slogan republicano basco e a questionar a legitimidade do chefe de Estado entre os cidadãos bascos, sem ampliar o conteúdo específico do discurso de Natal.



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