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Acidente envolvendo alunos do Liceo Antioqueño: ônibus estava com 97% da capacidade, sem cinto de segurança e com falhas de segurança

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O ônibus que caiu em Remédios transportava 39 passageiros e operava com 97% da capacidade autorizada, segundo relatório da Superintendência de Transportes – crédito da rede social Video Capture/Ministério dos Transportes.

O ônibus que caiu no nordeste de Antioquia matando 17 pessoas, incluindo 16 estudantes e o motorista, operava a 97% de sua capacidade autorizada, segundo o Diretor de Transportes, Alfredo Enrique Piñeres, em comunicado segundo a Em FMno desenvolvimento da investigação preliminar pelo funcionário.

Este governante disse que este carro não tinha cinto de segurança, o que foi considerado uma grande falha no transporte de passageiros no município. e confirmou que o incidente ocorreu em 14 de dezembro, na jurisdição do município de Remedios, Antioquia, enquanto avança a verificação técnica e administrativa para apurar responsabilidades.

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Segundo o relatório técnico publicado pela empresa, o carro, atribuído à empresa Precoltur, transportava 39 passageiros, embora a sua lotação fosse de 40. Embora a ocupação não ultrapassasse o limite legal, as autoridades alertaram que o nível de carga humana, somado à falha de muitas proteções, aumentou a gravidade do desastre.

Uma das questões mais delicadas é a falta de cinto de segurança para os passageiros, requisito básico para o transporte público. Some-se a isso a falta de saídas de emergência nas janelas, assentos em condições inutilizáveis ​​e a ausência de extintores de incêndio e outros elementos de atendimento de emergência.

Controle técnico de ônibus
Controle técnico do ônibus da empresa Precoltur – rede social/X

O relatório também mostrou que o ônibus não possuía sistema de comunicação da empresa funcionando, o que dificultou o monitoramento eficaz do trajeto e a rapidez na resposta após o acidente. Também não existe um sistema de monitorização que permita verificar em tempo real as condições dos veículos ou o cumprimento das rotas autorizadas.

Outro ponto importante apontado pela Supertransporte é a revisão técnico-mecânica negativa realizada em agosto pelo Centro de Diagnóstico Automotivo (CDA). Segundo os responsáveis ​​pelos transportes, o procedimento não estava de acordo com as medidas tomadas lista deve ser exigido por regulamento. A análise dos vídeos dos testes, com mais de uma hora de duração e em direto na plataforma Sicod, permitiu verificar que mais de 80% dos testes não foram feitos corretamente.

Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de verificação do estado dos freios, luzes, pneus e a falta de fiscalização adequada do sistema de emergência. Além disso, O ônibus carecia de diversas fitas refletivas obrigatórias na traseira, o que reduzia sua visibilidade na estrada, principalmente em condições de pouca luz.

O ônibus incluído no
O ônibus envolvido no acidente não possuía cinto de segurança para os passageiros, uma das principais irregularidades constatadas pela Superintendência de Transportes – crédito Manuel Saldarriaga Quintero

As falhas não se limitam ao estado do veículo. O inquérito administrativo revelou que a empresa Precoltur não cumpriu as obrigações estruturais, como a associação de todos os motoristas ao sistema de segurança social, a ausência de um plano de condução aprovado e a ausência de um organograma que defina as responsabilidades e fiscalização do trabalho.

Estes resultados levaram à suspensão da licença da empresa por seis meses, enquanto aguardam sanções administrativas. Durante este período, a Supertransporte realiza uma revisão completa de todas as frotas associadas à empresa, com o objetivo de verificar se existem condições semelhantes noutros veículos.

A história de Precoltur também faz parte da investigação oficial. De acordo com informações da secretaria, o ônibus envolvido no acidente sofreu dois acidentes anteriores, em 2021 e 2023, ambos com ferimentos. A situação é agravada pelo acidente ocorrido no dia 22 de dezembro, no qual também foi atingido um carro da empresa e 12 pessoas ficaram feridas, três delas gravemente.

Parentes das vítimas ainda vivem
Parentes das vítimas ainda aguardam o andamento da investigação oficial após o acidente no nordeste de Antioquia que matou 17 pessoas – crédito Juan David Duque/Reuters

Sobre a causa do acidente, a Supertransporte disse que muitas hipóteses ainda estão a ser consideradas. Relatórios preliminares indicam falta de manutenção adequada e ausência de controles de segurança essenciais, embora não esteja excluído um possível microssono do motorista. A análise desta linha continua à medida que as opiniões técnicas e de especialistas são combinadas.

A empresa concluiu que o caso apresenta uma cadeia de falhas que compromete a transportadora e a entidade responsável pela verificação da idoneidade do veículo, especialmente o CDA que apoiou a revisão técnico-mecânica. O resultado final da investigação será determinado pela imposição de penalidades adicionais e possíveis responsabilidades administrativas.



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