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Menos nascimentos na Colômbia: o impacto oculto do salário mínimo de 2026

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Alterações no salário mínimo podem aumentar o desemprego e o desemprego juvenil, reduzindo a base de contribuintes do sistema de pensões, segundo análise de David Cote – Crédito Freepik

Após o anúncio de um aumento de mais de 23% no salário mínimo em 2026, o que significa que o trabalhador médio receberá dois milhões de pesos por mês (mais vale-transporte), diversos especialistas discutiram as possíveis consequências do registro na Colômbia.

Embora a maioria se concentrasse na economia, nas discussões com Infobae Colômbia O activista David Cote decidiu concentrar-se nas mudanças negativas que o anúncio poderia trazer para a segurança social do país.

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Cote alertou contra isso O anúncio pode aumentar a taxa de natalidade e a crise de emprego para a juventude do país, o que pode ameaçar o futuro demográfico do país de várias maneiras..

O especialista lembrou que existem dois fenômenos principais na Colômbia: o colapso da taxa de natalidade e o mercado de trabalho cada vez mais desafiador para os jovens, especialmente aqueles que procuram um emprego formal pela primeira vez.

O salário mínimo em 2026
O salário mínimo em 2026 na Colômbia é de dois milhões de pesos – crédito alponiente.com

Para defender a sua posição, lembrou que o Gabinete Nacional de Estatística (Dane) confirmou que a taxa de natalidade no país diminuiu para 12%, um valor histórico que pode aumentar em 2026 se a nova geração considerar que não tem garantia de criar os filhos.

Uma sociedade que deixa de ter filhos é uma sociedade que compromete a sua longevidade. Sem novos trabalhadores, não há sistema de pensões sustentável, nem crescimento económico”, disse Cote.

Nesse sentido, destacou que o rápido declínio da natalidade, somado ao envelhecimento da população, está reduzindo a base de contribuintes do sistema previdenciário, comprometendo a promessa de uma velhice digna para milhões de colombianos.

Devido a esta situação, Cote assegurou que a decisão sem apoio técnico de aumentar o salário mínimo, onde o problema não é a vontade legítima de melhorar o rendimento dos trabalhadores, mas sim a forma de fixação do salário mensal.

“Estamos confrontados com decisões políticas inconscientes e populistas. Um aumento de mais de 23% pode parecer bom nas manchetes, mas na prática fecha a porta ao emprego formal para os jovens.“.

Especialistas disseram que o aumento
Especialistas afirmam que o aumento dos salários pode dificultar a obtenção de um emprego regular e afetar a sustentabilidade demográfica e económica do país – Crédito Colpresa

Cote citou o estudo de Fedesarrollo e da OCDE que mostra que na Colômbia o salário mínimo equivale a perto de 90% do salário médio, enquanto nos países desenvolvidos ronda os 50%, tornando-se uma das maiores barreiras à entrada no mercado de trabalho formal.

Da mesma forma, fez isso com pesquisas do Banco da República, que mostram que quando o salário mínimo sai da produção real, há um aumento do emprego informal e do desemprego juvenil, situação que pode ser registrada na Colômbia durante 2026 em seu conceito.

Estamos criando uma geração de ‘ninis’ por decreto. Ao encarecer artificialmente o primeiro emprego, o Estado empurra os jovens para a ilegalidade, a instabilidade e, finalmente, adiar ou abandonar a ideia de constituir família”, afirmou Cote.

Cote disse que a escassez
Cote diz que a falta de segurança permanente no emprego fará com que os jovens adiem a ideia de constituir família – crédito Imagem Ilustrativa Infobae

Para a activista, a combinação de insegurança laboral e incerteza económica, que é a situação esperada para a Colômbia em 2026, é a principal razão para explicar a diminuição da taxa de natalidade do país nos próximos anos.

Por isso apelou a uma revisão da política de compensação no país, exigindo que seja feita de acordo com medidas técnicas e de longo prazo que beneficiem os cidadãos e não pensando nas próximas eleições.

“A verdadeira justiça social não está em decretos populares, mas em políticas responsáveis ​​que permitam aos jovens trabalhar legalmente, estabilizar-se e construir famílias. Se continuarmos neste caminho, a Colômbia ficará sem jovens, sem pensões e sem futuro”ele apontou.



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