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Autoridades admitem que jornalistas mexicanos mortos em Veracruz não tinham proteção

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Cidade do México, 9 de janeiro (EFE).- A secretária do Interior do México, Rosa Icela Rodríguez, lamentou esta sexta-feira o assassinato do jornalista Carlos Castro no estado de Veracruz e confirmou que a vítima tinha medidas de segurança em 2024, mas que deixaram de ser eficazes depois que deixou a empresa.

“Em primeiro lugar, lamentamos o assassinato deste jornalista. Diz-se que houve medidas de segurança no ano de 2024 no sistema estatal que protege os jornalistas”, disse este responsável durante uma conferência de imprensa.

Rodríguez explicou que, segundo informações das autoridades estaduais, o jornalista de 26 anos, que denunciou ameaças ao seu trabalho, deixou de tomar essas medidas ao deixar Veracruz.

“Ele saiu da condição, a gente fala, porque saiu do estado, saiu, saiu por um tempo e depois voltou e não houve mais solicitação sobre isso. É o que nos informam do estado”, disse.

O titular do Ministério do Interior (Segob) confirmou que, após o assassinato, os órgãos de segurança federais e estaduais acionaram o sistema de coordenação para cooperar com a investigação e com os familiares da vítima.

“Trabalhar com a família, trabalhar com os colegas, na investigação do sistema federal e do sistema estadual, para que não haja impunidade, trabalhar com a Procuradoria-Geral da República na investigação”, disse.

Rodríguez acrescentou que as autoridades federais estão de olho na evolução do caso, ocorrido na noite de quinta-feira.

“A investigação do Ministério do Interior está a avançar, estamos aguardando a continuação deste caso”, disse.

O secretário de Segurança e Proteção Civil, Omar García Harfuch, acrescentou que a agência ajudará a Procuradoria-Geral da República a “encontrar os responsáveis”.

Carlos Castro, especialista em notícias vermelhas e proprietário da publicação de notícias Code Norte Veracruz, foi morto a tiros na quinta-feira.

O boletim de ocorrência indicou que o ataque ocorreu em uma fábrica de alimentos no município de Poza Rica, no norte do estado.

Veracruz, no leste do México, é considerada uma das áreas mais perigosas para a prática do jornalismo, de 2005 a 2024 ocorreram 31 assassinatos e quatro desaparecimentos, segundo números da Comissão Estatal de Inteligência e Proteção de Jornalistas.

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) classifica o México este ano como o “país mais perigoso para fazer jornalismo”, apenas atrás de Gaza, onde a invasão israelense matou mais de 120 jornalistas. EFE

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