Bogotá, 9 de janeiro (EFECOM).- A companhia aérea colombiana Wingo anunciou nesta sexta-feira que retomará os voos de e para Caracas a partir de 16 de janeiro, já que suas operações foram suspensas desde 4 de dezembro devido às tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos e enquanto “foram revistas as medidas de segurança no trabalho”.
A empresa, cuja controladora é a companhia aérea panamenha Copa Airlines, informou em comunicado que tomou esta decisão como “resultado do monitoramento contínuo do ambiente de trabalho e da cooperação com as autoridades competentes, mantendo como prioridade os mais elevados padrões de segurança”.
“Os passageiros com bilhetes agendados para a data afectada pela suspensão foram informados através do canal registado na sua reserva e puderam gerir as opções de segurança disponíveis. A Wingo continuará a monitorizar permanentemente o ambiente operacional, em conjunto com as autoridades locais e internacionais”, refere a notícia.
A empresa colombiana junta-se assim à Copa Airlines, que informou quinta-feira que continuará, de forma gradual, os voos de e para Caracas “após a melhoria das condições de operação no espaço aéreo”.
A companhia aérea panamenha anunciou no domingo passado a continuação dos voos para a cidade de Maracaibo, única frequência que a mantinha ativa para a Venezuela e a suspensão temporária que anunciou no sábado, horas depois de Nicolás Maduro ter sido preso e extraditado pelos Estados Unidos do país sul-americano sob acusações de narcoterrorismo.
Na manhã do último sábado, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) restringiu o espaço aéreo no Caribe e na Venezuela “em apoio ao Departamento de Guerra”, segundo palavras do secretário de Transportes, Sean Duffy, e “para garantir a segurança do público voador”.
Os Estados Unidos atacaram vários pontos do território venezuelano, incluindo Caracas, e prenderam Maduro e sua esposa Cilia Flores.
Várias companhias aéreas cancelaram voos para a Venezuela depois que a Administração Federal de Aviação dos EUA pediu “extrema cautela” ao sobrevoar o país e o sul do Caribe em 21 de novembro, devido ao que considera “condições potencialmente perigosas” na região. EFECOM















