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Denunciam a brutalidade da polícia em Piura: os trabalhadores jogaram os jovens no chão e os ameaçaram com armas.

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Dois jovens de 18 anos relataram que um policial os agrediu e os ameaçou com uma arma durante uma intervenção em Cura Mori, Piura, quando voltavam para casa em um mototáxi.

Dois jovens de 18 anos relataram na terça-feira que foram agredidos pela Agência Nacional de Polícia do Peru (PNP) durante uma intervenção em uma pequena cidade do distrito de Cura Mori, em Piura. Aconteceu na noite de sábado, quando voltavam para casa em um mototáxi.

Segundo a reportagem publicada pela Latina, que recolheu os seus depoimentos, quando um dos polícias parou o carro, sacou a arma e saltou sobre um dos denunciantes, que registou o procedimento em vídeo.

“Quando começo a gravar, vocês podem ver no vídeo como ele jogou a arma em mim e começou a xingar. Em nenhum momento ele nos pediu identificação”, disse ele na televisão.

Ambos disseram que estavam carregando seus papéis. “Meu amigo também estava lá com o DNI na mão, eu também estava com o DNI, mas em nenhum momento ele pediu uma carta nossa, apenas usou a força”, disse um deles.

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O incidente foi registado por um dos jovens, que garantiu que a operadora nunca lhes pediu identificação e utilizou a força sem motivo.

A mãe de uma das vítimas disse que os vizinhos a informaram sobre a brutalidade policial. “Corri até o local e vi que meu filho estava caído no chão. Perguntei a ele: ‘A polícia bateu em você?’ e meu filho disse: Sim. O policial respondeu: ‘Nunca bati em você.’ Meu filho insistiu: ‘Sim, você me bateu.’

A mulher relatou ainda que os trabalhadores tentaram destruir o celular usado para gravar a intervenção. “Querem apagar os vídeos que estavam lá. Graças a Deus porque tinha areia, o telefone caiu e não quebrou. Falei para o menino compartilhar o vídeo com todos os amigos porque senão a polícia vai apagar”, acrescentou.

Da mesma forma, os autores afirmaram que, ao chegarem à delegacia, os policiais denunciaram outro crime. “Acho que acabaram conversando sobre isso e acabamos cometendo outro crime também”, disse a segunda vítima. As acusações incluem resistência e desobediência à autoridade.

Os vizinhos desta área disseram que não há risco elevado na área e exigem uma investigação sobre o abuso de poder. Até ao momento, os queixosos asseguram que não foram contactados nem pelo Inspetor da PNP nem pela Provedoria de Justiça, apesar do vídeo do incidente ter circulado nas redes sociais. O telefone e o mototáxi ainda estão sob custódia.



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