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O Congresso iniciou o processo para eleger a Controladoria-Geral da República

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O Congresso da Colômbia iniciou o processo de eleição da Controladoria-Geral para o período 2026-2030, fundamental para o controle financeiro do país – crédito Colprensa

O Congresso da República ativou o processo de eleição da Controladoria Geral da República para o período 2026-2030, iniciando um dos sistemas centrais de controle financeiro da Colômbia, de acordo com a resolução publicada por Rádio caracol.

“Através disso, é feito um apelo público e selecionadas instituições de ensino superior para avançar no apelo para eleger o Controlador-Geral da República nos anos 2026-2030”, disse a resolução 004 emitida na sexta-feira, 30 de janeiro.

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Entre os destaques do processo, a Universidade de Cartagena é designada como órgão responsável pela avaliação dos candidatosincluindo a aplicação de testes de conhecimento e avaliação de currículos, o que coloca a instituição como protagonista na eleição sob supervisão de atores políticos, acadêmicos e sistemas de monitoramento devido à importância do cargo no combate à corrupção.

O cronograma oficial informa que as inscrições estarão abertas de 9 a 12 de março de 2026. Depois disso, o Congresso determinará os requisitos de elegibilidade e possíveis deficiências dos candidatos.

O último recurso do Controlador
A eleição final da Controladoria-Geral da Colômbia ocorrerá em votação perante o plenário do Congresso em 12 de agosto de 2026 – crédito @SenadoGovCo/X

A prova de conhecimentos será realizada no dia 20 de abril de 2026, na modalidade eliminatóriae os resultados serão divulgados até o final do mês, permitindo o avanço na seleção e avaliação dos currículos.

Para passar à próxima etapa, pelo menos 20 candidatos deverão ser aprovados no exame, que será convocado em audiências públicas perante a Comissão do Congresso. A lista final de pessoas elegíveis será reduzida para dez pessoas.

Em 12 de agosto de 2026, a eleição da Controladoria-Geral será realizada perante todo o Congressocom a votação final que determinará quem liderará a auditoria financeira durante o próximo mandato presidencial.

A Controladoria-Geral alerta contra isso
A Controladoria-Geral da República alerta que a redução do limite de investimento estrangeiro da AFP pode reduzir a rentabilidade dos fundos de pensões – Crédito Colpresa

A Controladoria-Geral da República alertou que o projeto de lei proposto pelo Ministério das Finanças, que visa reduzir o limite global de investimentos estrangeiros em fundos de pensões obrigatórios geridos pela AFP, poderá causar uma redução significativa nos benefícios previdenciários, aumento da pressão financeira e riscos para a estabilidade financeira do sistema de pensões.

Esta empresa confirmou que o menor lucro do fundo transferirá a sua responsabilidade de cobrir a pensão mínima para o Estado.o que poderá aumentar as perdas financeiras e colocar à prova a sustentabilidade do sistema, especialmente nas próximas duas décadas.

A Controladoria-Geral da República confirmou na sua investigação que se concluirá até ao ano 2030 o repatriamento no valor de 177,8 mil milhões de dólares, conforme previsto no projecto de lei. Os afiliados podem perder retornos de até 3,7% sobre esses recursosisso equivale a US$ 3,2 trilhões a menos em cada conta.

Esses números são provenientes de estimativas de empresas e são um dos casos mais difíceis para os fundos do regime de poupança individual solidária, que, segundo a Superintendência Financeira, administravam 529,1 bilhões de dólares ao final de 2025, com lucro médio de 6,43% nos últimos quatro anos.

O projeto estabelece uma redução gradual do limite de investimento internacional, que passará dos atuais 49% para 30% em cinco anos.

Durante o período de transição, o lucro será de 35% nos primeiros três anos. Segundo as previsões oficiais, em 2028 o limite atingirá 35%, ou seja 274,2 mil milhões de dólares, e em 2030 diminuirá para 30%, cerca de 306,3 mil milhões de dólares.

Esta mudança exige que sejam alocados 100,3 mil milhões de dólares para investimentos no mercado local em 2028 e cerca de 177,8 mil milhões de dólares em 2030, o que aumentará a quota da carteira investida na Colômbia dos actuais 51% para 69%, um aumento de 18%.

De acordo com o relatório da Controladoria, a repatriação
Segundo a Controladoria, a repatriação de 177,8 mil milhões de dólares em 2030 resultará numa perda de perto de 3,7% dos lucros e cerca de 3,2 mil milhões de dólares em cada conta – crédito Colpresa

O relatório técnico da Controladoria destacou os desafios relacionados ao crescimento de tão grandes riquezas no mercado local, principalmente pela falta de garantias quanto à capacidade do país de oferecer opções de investimentos suficientes para garantir esse fluxo.

A análise lembra que a internacionalização beneficiou os fundos de pensões: desde a implementação do plano multifundos, o fundo médio, que inclui ativos locais e estrangeiros, atingiu 8,5% ao ano, enquanto a carteira colombiana atingiu 3,8% ao ano no mesmo período.

A organização também destacou a diferença nos retornos históricos entre investimentos locais e internacionais. De acordo com a simulação mostrada, Se um milhão de pesos fossem investidos em imóveis internacionais em 2011, o seu valor atual seria de 3,2 milhões de dólares. (lucro de 8,5% ao ano), enquanto o mesmo investimento no mercado interno atingiu 1,6 milhão de dólares, com rentabilidade média de 6,8% ao ano.

Essa lacuna significa que o funcionário receberá o saldo até 29,5% menor no momento da aposentadoria, o que afeta o valor da remuneração.

No contexto da Lei 2.381 de 2024, que está atualmente em apreciação pelo Tribunal Constitucional e introduz uma grande reforma do sistema de pensões, Controladoria alertou que projeções mostram queda no número de associados ativos a partir de 2037com o aumento do número de aposentados.

Esta empresa confirmou que, tendo em conta o sistema de distribuição que funciona em Colpensiones, a diminuição dos recursos transferidos da AFP devido à diminuição dos rendimentos aumentará as perdas actuariais e obrigará o Estado a aumentar os recursos financeiros para garantir o pagamento das pensões, especialmente durante o período entre 2037 e 2052.

O Controlador-Geral da República confirmou a necessidade de consulta sobre a revisão dos investimentos como prioridade para a proteção dos fundos de pensões, a sustentabilidade do projeto e os interesses dos associados, o que considera necessário para manter a confiança do público no sistema de pensões.



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