A morte de um bebé de quatro meses no bairro de Zeitún, a leste da Cidade de Gaza, ocorreu no contexto de um ataque israelita ocorrido de madrugada, apesar do cessar-fogo de 10 de outubro de 2025. Este facto soma-se a outros bombardeamentos na Faixa de Gaza que causaram a morte de seis pessoas, incluindo dois jovens palestinianos e uma agência de notícias em Sanad.
Segundo informações publicadas pela Sanad e confirmadas pelo jornal Filastín, ligado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o ataque ocorreu em diversas zonas do território palestiniano. O tiroteio das Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiu uma tenda no bairro de Al Tufa, matando dois jovens e o menor. O recém-nascido morreu em circunstâncias semelhantes em Zeitoun, também na parte oriental da Cidade de Gaza.
A mídia Filastín e a agência Sanad relataram a morte de mais duas pessoas ao sul da Faixa, na área de Qizan Rashwan, perto de Khan Yunis. As vítimas morreram após serem transferidas para o Hospital Nasser, um importante centro de saúde desta cidade do sul. Com estas mortes, o número de vítimas aumentou apesar do cessar-fogo iniciado em 10 de outubro de 2025.
Desde o início da ofensiva militar de Israel após o ataque de 7 de outubro de 2023, as autoridades de Gaza, sob a administração do Hamas, reportaram 71.803 mortes. Este número, confirmado na terça-feira, inclui as vítimas desde o início da operação armada e as 529 mortes ocorridas após a entrada no último cessar-fogo.
O balanço divulgado pelas autoridades em Gaza controlada pelo Hamas mostra a continuação dos ataques armados e o seu impacto na população civil, especialmente durante o período em que o acordo de cessar-fogo está oficialmente em vigor. Os incidentes foram relatados pela mídia local e por organizações de notícias afiliadas à Autoridade Palestina.
Segundo Sanad, as áreas mais afetadas por estes últimos ataques são as áreas povoadas no leste da Cidade de Gaza, onde até as tendas construídas como abrigos temporários são alvo de tiros. Tanto Sanad quanto Filastín observaram que a chegada de vítimas ao Hospital Nasser, em Khan Yunis, ressaltou a importância da operação na parte sul da Faixa.
O relatório compilado pela agência Sanad e pelo jornal Filastín insiste no uso continuado de armas pesadas em áreas povoadas e nas suas consequências diretas para as famílias deslocadas, muitas das quais permanecem em condições perigosas em tendas e assentamentos improvisados. A divulgação das mortes de menores e menores evidencia a vulnerabilidade desta categoria de pessoas na situação atual.
A contagem oficial divulgada na terça-feira destacou o número crescente de vítimas, com 529 pessoas mortas desde o início do último acordo de cessar-fogo. Os números foram atualizados pelas autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, e compilados pela agência Sanad, que monitoriza diariamente os resultados do conflito armado na região.
Desta forma, os registos publicados pelos meios de comunicação palestinianos insistem na continuação das operações militares apesar do compromisso oficial de cessar-fogo e documentam o impacto direto na população civil após cada episódio de violência.















