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Produção de automóveis no Brasil caiu 12% em janeiro

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Rio de Janeiro, 6 de fevereiro (EFECOM).- O Brasil, oitavo maior produtor de automóveis do mundo, produziu 159.552 veículos em janeiro, uma queda de 12% em relação ao mês de 2024, devido à estabilidade do mercado nacional e à diminuição das exportações, informou esta sexta-feira a associação patronal.

A produção também diminuiu significativamente em janeiro em relação a dezembro, em 13,5%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Automóveis (Anfavea).

Segundo a associação patronal, a queda nas vendas internas e a diminuição da procura externa, sobretudo devido à diminuição das exportações para a Argentina, obrigaram a empresa a reduzir a produção em janeiro.

A diminuição da produção também se explica porque janeiro de 2025 foi um mês “atípico”, com 181.405 automóveis, que regista o maior nível de produção dos últimos seis anos.

O Brasil produziu 2,64 milhões de carros no ano passado, 3,5% a mais que em 2024, um aumento apoiado por um aumento de 32,1% nas exportações.

Em janeiro deste ano, porém, apenas 25.855 carros foram exportados para o Brasil, uma queda de 18,3% em relação ao mesmo mês de 2024.

O dado negativo se deve à queda de 5% nas vendas para a Argentina, importante destino dos carros brasileiros.

“A Argentina teve um papel importante na implantação da nossa produção no ano passado. Cuidaremos do desenvolvimento desse mercado e cuidaremos da cadeia produtiva integrada entre os dois países”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

No Brasil, foram vendidos 170.536 carros novos em janeiro, um valor ligeiramente inferior (-0,4%) ao de 2024 e 39% inferior ao de dezembro.

As vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 1,8% em janeiro, as vendas de caminhões caíram 31,5% e as vendas de ônibus caíram 33,9%.

Os veículos elétricos representaram 16,8% das vendas no Brasil em janeiro, a maior percentagem até agora, e 65% deles foram importados, principalmente da China, embora a produção local tenha aumentado dez por cento no ano passado.

“Este resultado confirma a importância da produção local no processo de transição tecnológica e indica o desenvolvimento de 2026”, disse Calvet. EFECOM



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