O economista peruano Hernando de Soto disse que esta quarta-feira foi “o primeiro” a ser “enganado” no dia seguinte por uma mudança de última hora em que o presidente do Peru, José María Balcázar, decidiu entregar a presidência do Conselho de Ministros à ex-chefe da economia Denisse Miralles em vez do próprio De Soto, que tinha anunciado o cargo dois dias antes.
“Estamos todos enganados e eu sou o primeiro”, afirmou De Soto num comunicado partilhado na rede social em que se referiu “ao que aconteceu ontem”, quando admitiu ter sido “repentino” com a mudança do primeiro-ministro, e confirmou que não foi planeada.
De Soto, que disse que a mudança na decisão de Balcázar na véspera assumiu o “risco” de propor outro nome para o ministério, acusou 24 horas depois “a restauração do poder de grupos políticos e promotores que não são aprovados por nove em cada dez peruanos” como o primeiro elemento do sistema de controlo onde não podem ser feitas reclamações.
Nesse sentido, rejeitou também a operação de “19 ministros que não respondem perante o povo eleito”, face às eleições que se realizam em Abril, lamentando que “esta não será uma reforma do poder mas sim uma restauração da corrupção”.
O gabinete que será liderado por Miralles não precisa de ter os votos necessários do Senado, depois de partidos como a Renovación Popular terem anunciado que não votarão para apoiar o novo gabinete e sugerido que poderiam até promover protestos contra o mesmo.















