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Albares garante que os Estados Unidos não obrigam a Espanha a utilizar as bases de Rota e Morón

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Durante uma intervenção pública no Mobile World Congress, em Barcelona, ​​Óscar López, Ministro da Transformação Digital e Obras Públicas, sublinhou que Espanha mantém a importância das instituições e funciona como um parceiro confiável na cooperação internacional, quando questionado sobre a possível retaliação da NATO em resposta à decisão espanhola de negar aos Estados Unidos a utilização das bases militares de Morón e Rota em recentes operações militares. A principal notícia, noticiada pela Europa Press e publicada pela Bloomberg TV, centra-se no facto de o Governo espanhol negar que haja pressão do Executivo americano para permitir a utilização destas instalações, defendendo a independência da decisão e confirmando o seu compromisso com o Direito Internacional e a estabilidade no Médio Oriente.

Segundo informações recolhidas pela Europa Press, o ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, anunciou que os Estados Unidos não obrigaram Espanha a entrar nas bases de Rota e Morón após a rejeição do Governo à ação militar conjunta entre os Estados Unidos e Israel com o Irão, realizada no sábado. Durante a entrevista à Bloomberg TV, Albares explicou que até agora não houve contacto com o Secretário de Estado, Marco Rubio, desde o acontecimento, afirmando: “Não há pressão.

O meio de comunicação Europa Press notou que Albares defendeu a posição assumida pelo Governo ao não autorizar a utilização da base soberana espanhola para atividades que não sejam apoiadas pelas Nações Unidas ou consideradas no acordo bilateral entre Espanha e os Estados Unidos. Afirmou que a decisão se baseia no respeito pela legalidade internacional e no quadro da soberania nacional, e reiterou que esta rejeição não é contra os Estados Unidos ou Israel, mas sim um compromisso com o direito internacional, a procura de negociações, a redução de conflitos e a procura de paz e estabilidade no Médio Oriente.

Conforme publicado pela Europa Press, Albares destacou que a consistência da política externa espanhola é evidente em outros campos internacionais relevantes, como Ucrânia, Gaza e Venezuela. “Queremos ser a voz da razão e do equilíbrio e ser consistentes com a nossa política externa”, disse durante a entrevista, destacando a harmonia da posição actual com o que tem sido mantido nos recentes conflitos e crises internacionais.

Relativamente às críticas do sector americano relacionadas com a extensão do empenho do Governo espanhol nas acções contra o Irão e a recusa em aumentar os gastos com defesa para 5% do produto interno bruto (PIB), Albares confirmou que Espanha está entre os países que mais contribuem para a missão da NATO e para o reforço da segurança euro-atlântica. O ministro recordou, segundo a Europa Press, o registo militar espanhol no estrangeiro, com a presença de missões como a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), a missão da NATO no Iraque, a operação na Europa de Leste e a participação histórica no Afeganistão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que o orçamento de defesa espanhol já cumpre os critérios definidos pela Aliança Atlântica, que ascende a 2,1% do PIB, e garantiu que este nível de investimento será mantido. Enfatizou que o aumento dos gastos em até 5%, sem um objetivo claro, significa retirar recursos que possam ser necessários em outras áreas da administração pública.

Sobre o possível impacto na posição do Executivo espanhol no seio da NATO, Óscar López declarou perante a comunicação social que Espanha mantém a sua soberania nas decisões e insistiu na importância de uma ordem internacional baseada em regras. Confirmou que o país condena todos os ataques ocorridos no quadro do conflito e actua de acordo com a política de protecção do direito internacional e da paz.

Ambas as declarações de Albares e López coincidem em destacar que a rejeição relacionada com a utilização de bases militares não altera o compromisso de Espanha com os seus aliados e apoia a sua participação no sistema multilateral, colocando a legitimidade e a estabilidade internacionais como o eixo central da sua política externa, como reitera a Europa Press.



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