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Bruxelas vê impacto energético do conflito no Médio Oriente como “administrável” e descarta riscos de abastecimento

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A Comissão Europeia informou que o preço do gás no índice TTF encontrou estabilidade em torno dos 50 euros por megawatt hora, depois de alguns dias marcados por choques no mercado energético. Apesar das alterações climáticas, as autoridades europeias afirmaram que a principal razão para estas alterações é a incerteza e não a existência de problemas estruturais no abastecimento. Segundo relatos da comunicação social, fazia parte de uma avaliação feita após a primeira reunião do Conselho de Segurança da União Europeia, organização convocada por Bruxelas em resposta ao agravamento das tensões no Médio Oriente.

Segundo a diretora-geral de Energia da Comissão, Ditte Juul Jorgensen, a União Europeia percebe o impacto do conflito no mercado do Médio Oriente no mercado europeu como “administrável” e, neste momento, descarta todo o tipo de riscos no fornecimento de energia. Apesar da suspensão dos transportes no Estreito de Ormuz, o responsável sublinhou que a volatilidade dos preços é mais uma resposta ao estado de incerteza internacional do que às restrições materiais no fornecimento de gás e petróleo à comunidade.

A comunicação social afirmou que Bruxelas sustenta que não há preocupações relacionadas com a segurança do abastecimento devido à diversidade de fontes de importação. Esta abordagem permite mitigar a propagação do bloco a possíveis mudanças resultantes de uma situação geopolítica difícil, como a que se vive actualmente no Médio Oriente. A Comissão informou que os abastecimentos de petróleo e de gás da UE provêm de diferentes partes do mundo, um fator que aumenta a resiliência do sistema face a condições adversas.

Segundo a comunicação social, o inventário de gás na Europa mantém-se num nível que a Comissão diz ser relativamente baixo, resultado do inverno com temperaturas baixas. No entanto, o Diretor-Geral de Energia afirmou que há um tempo limitado para recuperar as reservas de gás durante os próximos meses, antes do período de elevada procura.

A informação divulgada por Bruxelas indica que a União Europeia dispõe de uma reserva estratégica de gás de 100 mil milhões de metros cúbicos. A isto soma-se a infraestrutura de compensação de gás natural liquefeito (GNL), que totaliza 250 mil milhões de metros cúbicos e é apenas metade do total que pode ser utilizado hoje. Essa margem oferece oportunidade de ampliar a oferta se necessário, segundo análise do grupo.

De acordo com o comunicado de imprensa, a Comissão Europeia destacou a utilização continuada da Plataforma de Energia da UE, uma ferramenta criada em 2022 quando a crise energética se agravou, e ainda está ativa na coordenação das compras de energia e no fortalecimento das negociações com fornecedores globais. Além disso, o Executivo comunitário mantém relações abertas com parceiros estratégicos internacionais, como o Japão e a Coreia do Sul, bem como com países exportadores e partes interessadas relacionadas com o sector.

De acordo com a informação prestada, as autoridades europeias consideram que o actual nível de preparação e a estrutura da reserva garantem uma resposta eficaz a possíveis mudanças externas. O artigo citava Ditte Juul Jorgensen, que insistiu na prontidão da UE para possíveis perturbações, apesar da dependência do bloco das importações de energia.

Por último, o relatório destacou que, embora o mercado energético global continue afectado pelo desenvolvimento do conflito no Médio Oriente, as instituições europeias reiteram o seu compromisso com a diversificação e a cooperação internacional como pilar para apoiar a segurança do abastecimento energético no continente.



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