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EUA permitem que Índia compre petróleo russo por um mês devido ao impasse no Golfo

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O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que a recente decisão do Governo dos EUA não proporcionará receitas significativas ao Executivo russo, ao mesmo tempo que destacou o interesse de Washington na Índia em aumentar a compra de petróleo dos EUA. A maior novidade é a aprovação, pelo Departamento do Tesouro, da autorização que permite à Índia comprar petróleo russo durante 30 dias, no contexto da crise energética provocada pelo conflito no Golfo Pérsico, iniciado após o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz após a recente escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Segundo relatos da mídia, esta licença, emitida na quinta-feira, dá à Índia a capacidade de fornecer petróleo russo, apesar das restrições internacionais e em meio a conflitos regionais. Segundo o relatório, o regulamento abrange apenas as transações relacionadas com a venda de produtos russos enviados antes da data de emissão da licença — 5 de março — e estipula que o destino seja a Índia e que a compra seja feita por uma refinaria indiana. As condições terminarão no dia 4 de abril, segundo o Departamento do Tesouro.

Segundo fontes, a intervenção dos Estados Unidos ocorreu após os ataques dos Estados Unidos e de Israel no último sábado a alvos iranianos, aos quais o Irão respondeu fechando parcialmente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa quase 20% do comércio mundial de petróleo. Este bloqueio afecta o mercado global de energia e ameaça agravar a escassez de combustível em muitos países, incluindo a Índia, um dos maiores importadores do mundo.

De acordo com relatos dos meios de comunicação social, a administração dos EUA justificou esta medida como uma medida temporária para atenuar o impacto do embargo iraniano sobre os preços do petróleo e garantir que não haja grandes perturbações no abastecimento mundial de petróleo. O secretário do Tesouro destacou no fórum social: “A Índia é um parceiro importante dos Estados Unidos e esperamos que Nova Deli aumente a compra de petróleo americano. Esta medida temporária irá aliviar a pressão causada pela tentativa do Irão de manter a energia global como refém”.

A mídia destacou detalhadamente que a exceção representa uma exceção especial à política dos Estados Unidos de pressionar a Rússia, em vigor desde o início da guerra na Ucrânia. No mês passado, a Casa Branca impôs tarifas sobre produtos indianos para persuadir o governo do primeiro-ministro Narendra Modi a reduzir a sua dependência energética da Rússia, ao mesmo tempo que utilizou tácticas de pressão económica sobre o presidente russo, Vladimir Putin.

A actual crise energética, alimentada pelas hostilidades no Médio Oriente, aumentou a importância das rotas de transporte de petróleo e expôs a vulnerabilidade dos principais países consumidores à perturbação do fluxo de recursos importantes. A comunicação social explicou que o Departamento do Tesouro estima que a licença permitirá que o petróleo russo continue a circular no mercado internacional, mas em condições que limitam os benefícios económicos para Moscovo.

As isenções fazem parte das medidas tomadas por Washington para estabilizar o mercado energético e evitar aumentos repentinos nos preços do petróleo. A mídia confirmou que a administração dos EUA vinculou esta licença à expectativa de fortalecer as relações energéticas com a Índia e as exportações de petróleo dos EUA para aquele país asiático.

Segundo relatos da mídia, a atual política energética da administração Trump foi discutida pelo secretário do Tesouro, que indicou o mais alto nível histórico de produção de petróleo e gás nos Estados Unidos. Para a Casa Branca, este ambiente de abundância energética interna proporciona mais oportunidades para gerir crises internacionais relacionadas com o sector.

O panorama do Golfo Pérsico ainda é único nas suas mudanças climáticas. O bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz ameaça a continuidade dos embarques de petróleo e força as partes interessadas internacionais a procurar soluções alternativas. Tal como conclui o relatório, a recusa da Índia faz parte de um esforço para controlar as consequências da crise, ao mesmo tempo que procura promover outros interesses estratégicos dos Estados Unidos na região e as suas relações bilaterais com Nova Deli.



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