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México condena leilão na França de quatro sítios arqueológicos do país

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Cidade do México, 10 de março (EFE).- O Ministério da Cultura mexicano condenou nesta terça-feira o leilão especial de quatro artefatos arqueológicos mexicanos que será realizado nesta quarta-feira em Paris (França), ao mesmo tempo que exige a suspensão desta possível venda.

“Anunciamos que no leilão organizado pela casa Millon de Paris, especialmente previsto para 11 de março, especialistas do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) identificaram 4 peças pré-hispânicas, propriedade do nosso país”, disse a chefe da Secretaria de Cultura do México, Claudia Curiel de Icaza, numa mensagem na rede social.

Este responsável afirmou que foram iniciados os procedimentos adequados perante as autoridades competentes, ao mesmo tempo que sublinhou o “apelo à cessação da sua venda e ao seu regresso ao Estado mexicano”.

Na sua publicação, o responsável acrescentou uma carta datada de 5 de março, dirigida diretamente à casa de leilões, na qual manifestava a sua “desaprovação e recusa em vender peças que fazem parte do património cultural do México”.

Isto, através do leilão intitulado ‘Tout l’Or des Empires: Collection de Monsieur D’, previsto para ser realizado no dia 11 de março deste ano, às 15h00, pela referida casa de leilões, na sua sede no Hotel Drouot, na 9 rue Drouot, Paris, França.

Explicou que o INAH elaborou um parecer arqueológico com base no catálogo do leilão “e decidiu que quatro dos itens declarados são bens arqueológicos e históricos que fazem parte do patrimônio cultural da nação mexicana”, de acordo com a Lei Federal sobre monumentos e áreas arqueológicas, artísticas e históricas.

Estes bens são propriedade da Nação, não podem ser levados e não podem ser controlados, e a sua exportação está proibida desde 1827, pelo que a sua presença fora do território do país provém da mineração ilegal.

“Informo que foram iniciados os procedimentos pertinentes perante as autoridades relacionadas com a venda em questão, com o interesse de que as peças sejam devolvidas ao território do México através dos canais diplomáticos e legais, a fim de proteger o património cultural do nosso país”, disse Curiel de Icaza.

Na carta, o Ministério da Cultura apelou à “ética e ao respeito pelo património cultural” e apelou à “interrupção da apresentação e venda destas peças”.

Há duas semanas, a embaixada mexicana exigiu que a mesma casa de leilões suspendesse o leilão de 40 vestígios arqueológicos mexicanos denominado ‘Les Empires de Lumière’, planeado pela Casa Millon para se realizar no dia 27 de fevereiro em Paris, que incluía 40 vestígios arqueológicos do México.

Desde 2018, o Governo Mexicano recebeu cerca de 16.500 artefactos culturais em leilões em cidades como Nova Iorque, Paris e Roma, onde foram oferecidos objectos roubados ou de herança mexicana, além de fortes exigências junto de governos estrangeiros para a devolução de artefactos e arqueológicos.



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