Sevilha, 29 de março (EFE).- A Guarda Civil desmantelou uma organização dedicada ao tráfico internacional de cocaína, ligada à conhecida tribo “Risitas”, numa operação em que foram detidas vinte pessoas, incluindo o líder, depois de realizar vinte e duas buscas em Algeciras, San Roque, Los Barrios, La Lízánea (Cévailles) e Marga.
Segundo o relatório da Guarda Nacional através das notas, foi preso o líder da organização, que conseguiu fugir durante a operação “Kiken” realizada em 2023 e trinta pessoas foram presas com mais de 1000 quilos de cocaína, embora o segundo líder da organização ainda seja desconhecido.
Após a operação “Kiken”, a organização criminosa adquiriu uma empresa comercial dedicada ao transporte rodoviário que pretende trabalhar sob o disfarce de uma empresa estável e assim evitar suspeitas e reduzir a sua presença no porto de Algeciras.
Ao contrário da etapa anterior, onde a cocaína ficava escondida na cabine do caminhão, a tribo desenvolveu um sistema mais complexo e utilizou dois fundos sob o semirreboque que usavam para infiltrar os funcionários para abrir os contêineres e esconder a bola de cocaína durante a extração e posterior saída do Porto.
Este método permitiu que a operação em massa invisível fosse realizada de forma mais discreta, reduzindo a propagação de ladrões e evitando a inspeção visual na cabine ou armazém.
Esta organização está ligada à apreensão de 445 quilos de cocaína em outubro de 2025 no parque industrial Los Guijos (Algeciras), onde dois membros do clã foram detidos secretamente enquanto retiravam cocaína de dois fundos de um semirreboque.
Uma vez identificada a localização e a infraestrutura de rede, os agentes revistaram 22 residências em Algeciras, San Roque, Los Barrios, La Línea e Marbella, e 20 pessoas foram presas.
Entre eles estão “Risitas”, vários caminhoneiros que prestaram apoio nos trabalhos de extração através do método de roubo perdido, bem como transitários que forneceram informações privilegiadas e colaboraram com a atuação dos investigados no porto de Algeciras.
A sua participação permitiu à organização trabalhar com elevada segurança, controlar as atividades no terminal e reduzir o risco.
A investigação ainda está aberta para encontrar o segundo líder e outros cúmplices.
A operação foi realizada pela polícia orgânica da Guarda Nacional de Algeciras sob a direção do Tribunal de Instrução 1 de Algeciras e a coordenação da Procuradoria Antinarcóticos. EFE
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