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Executivos movimentando chips em Challapalca: novo diretor e rotatividade de funcionários do INPE

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A prisão de Challapalca foi reformada com um novo administrador e uma estratégia de controlo revista, após a operação que revelou a presença de substâncias proibidas nas celas.

A prisão de Challapalca, considerada uma das instalações de maior segurança do país e que abriga os presos mais perigosos, está passando por um processo de reforma. O Ministro da Justiça e Direitos Humanos, Luis Jiménez Borra, fez uma inspeção surpresa no prédio e apresentou o novo diretor, Joel Franklin Quezada Márquez, que tem mais de 28 anos de experiência no sistema penitenciário.

Esta nomeação faz parte de uma política de reforço do controlo interno em prisões estratégicas. Segundo o ministro, a introdução de uma autoridade experiente procura reforçar a segurança através da construção de uma base para o sistema prisional. “É bom que ele venha com ar puro, mas também com experiência e competências, especialmente numa prisão com presos muito perigosos”, disse.

Preso encontrado morto em Challapalca: INPE aciona protocolos e Ministério Público investiga. Infobae Peru / Captura: IG
Preso encontrado morto em Challapalca: INPE aciona protocolos e Ministério Público investiga. Infobae Peru / Captura: IG

Rotatividade de funcionários e fortalecimento dos controles internos

Uma das principais mudanças implementadas em Challapalca é a rotatividade do pessoal penitenciário. Um grupo de 70 pessoas do Instituto Penitenciário Nacional (INPE) foi designado para presídios como parte de uma estratégia para fortalecer a disciplina e evitar a consolidação de redes criminosas dentro da organização.

O responsável do sector explicou que este ciclo vai durar, com o objectivo de “rejuvenescer” as forças de segurança e melhorar o controlo de segurança. As medidas visam reduzir o risco de corrupção ou conluio, bem como garantir a manutenção do poder nas prisões.

Durante a visita, o ministro liderou as atividades no pavilhão junto com funcionários do INPE, da Polícia Nacional e do Ministério de Estado. Durante a operação, foram encontrados dois telemóveis escondidos numa estrutura de aço no interior de uma cela, o que evidencia a persistência da penetração de substâncias proibidas apesar dos controlos existentes.

Em janeiro, o INPE determinou a transferência de presos de alto risco para Challapalca
Em janeiro, o INPE determinou a transferência de presos de alto risco para Challapalca

Tecnologia, controle e novos requisitos de materiais

No âmbito do reforço do sistema de segurança, o ministro verificou ainda o funcionamento do Centro de Monitorização e Controlo Prisional, que funciona com 138 câmaras de vigilância. Este sistema inclui reconhecimento facial e detecção de atividades suspeitas, ferramentas essenciais para monitorar prisioneiros de alto risco.

Além disso, também anunciou a implementação de melhorias de software que visam impedir a entrada de itens ilegais. Estas medidas fazem parte de uma política mais ampla no sector da Justiça que procura reduzir o risco de a criminalidade continuar nas prisões.

“Não haverá prisões no país sem o Estado, vigilância, vigilância e vigilância”, disse Jiménez Borra, sublinhando que o controlo de empresas como a Challapalca é uma prioridade.

Até ao momento, neste ano, foram realizadas 42 buscas simples neste estabelecimento prisional, das quais resultaram a recuperação de nove telemóveis, 27 acessórios, 6,5 gramas de droga e 26 facas.

Transferência de Detidos e Responsabilidades da Força-Tarefa Especial

As mudanças em Challapalca ocorrem no contexto da reforma do sistema prisional. Em janeiro, o INPE transferiu 100 presos de alto risco de diferentes prisões do país para este edifício, como parte de sua estratégia anti-sequestro.

Os presos vêm de centros como Lurigancho, Ancón I, Castro Castro, Callao e Huaral, e estão ligados a crimes como crime organizado, roubo violento, homicídio e extorsão. Entre eles estão membros de gangues, que seguem um regime rígido que limita o horário de funcionamento dos tribunais a duas horas por dia.

Durante 2025, o GOES realizou mais de 400 transferências e participou em atividades de monitorização que permitiram a deteção de substâncias e substâncias proibidas.
Durante 2025, o GOES realizou mais de 400 transferências e participou em atividades de monitorização que permitiram a deteção de substâncias e substâncias proibidas.

Esta operação foi realizada pelo Grupo de Operações Especiais (GOES) do INPE, apoiado pela Polícia Nacional, através do estabelecimento de segurança terrestre e aérea. Esta unidade, que conta com 140 membros, desempenha um papel fundamental na transferência de prisioneiros de alto risco, no controlo de motins e nas inspecções prisionais.

Durante 2025, o GOES realizou mais de 400 transferências e participou em atividades de monitorização que permitiram a deteção de substâncias e substâncias proibidas. A sua operação faz parte da estratégia do governo para fortalecer o Estado de direito e impedir que organizações criminosas operem dentro das prisões.

Neste contexto, as mudanças implementadas em Challapalca – um novo diretor, uma mudança de pessoal e um reforço da supervisão – visam fortalecer esta prisão como uma instalação de segurança máxima sob a supervisão do Estado.



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