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O governo está a elaborar leis para reforçar o acesso judicial às provas eletrónicas na UE

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Madrid, 14 abr (EFE).- O Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira um projeto de lei que garante o acesso “estrito e fiável” às provas eletrónicas na União Europeia e facilita o trabalho de juízes, procuradores e polícias.

Conforme relatado em conferência de imprensa pelo Ministro da Presidência, Justiça e Relações Judiciais, Félix Bolaños, esta iniciativa renova o modelo europeu de cooperação judiciária para permitir que juízes e procuradores recolham provas eletrónicas de forma mais rápida noutros Estados-membros.

O artigo prevê que os prestadores de serviços na União Europeia devem nomear um representante legal ou uma empresa para receber, atender e executar pedidos de armazenamento ou obtenção de provas eletrónicas apresentadas por autoridades judiciais, fiscais ou policiais.

Desta forma, podem ser obtidos rapidamente dados relevantes para investigação ou processo penal ou para encontrar um condenado para cumprimento da pena.

Bolaños lembrou que boa parte das investigações criminais, especialmente as fronteiriças, como as relacionadas ao crime organizado ou às máfias que atuam conjuntamente em diferentes países, dependem de provas digitais e não incluem quaisquer fronteiras ou limites relacionados ao território de um Estado.

Este princípio altera o tradicional sistema de cooperação europeu, que ditava de uma autoridade judiciária para outra autoridade judiciária, como explicou o ministro.

O objetivo é facilitar o trabalho da Justiça também no mundo digital com rapidez, eficiência e plena segurança, num momento em que parte importante da investigação criminal depende de provas eletrónicas (mensagens, dados armazenados na nuvem, registos digitais, etc.).

Com este projeto de lei, a Espanha introduz no sistema jurídico o chamado pacote de provas eletrónicas, que inclui diretrizes e regras europeias para reforçar a cooperação judiciária na UE.

EFE

esfregão/bal



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