Bamako, 1 de maio (EFE).- A Procuradoria Militar do Mali abriu uma investigação sobre o envolvimento dos militares na onda de ataques de 25 de abril contra a capital e outras cidades, coordenados por grupos jihadistas e separatistas, que mataram o ministro da Defesa, general Sadio Camara.
A Procuradoria da República perante o Tribunal Militar de Bamako informou sexta-feira em comunicado que a investigação aberta permitiu o estabelecimento de “provas sólidas” da cumplicidade de alguns militares, outros demitidos ou em processo de libertação.
A mesma fonte acrescentou que se suspeita da participação destes militares no “planeamento, coordenação e execução” do ataque, citando a “participação de alguns actores políticos”.
“A primeira prisão foi realizada com sucesso e todos os perpetradores, seus associados e cúmplices estão sendo procurados”, afirmou o comunicado.
No sábado passado, Bamako e várias cidades sofreram um ataque concertado e coordenado dos rebeldes da Frente de Libertação de Azawad (FLA), que reivindica a independência de uma grande região desértica no norte do país, e dos jihadistas do Grupo de Apoio aos Muçulmanos e Muçulmanos (JNIM, ligado à Al Qaeda no Sahel) que culminou numa revolta na cidade de Kinor (aconteceu 1 vez): EFE















