Tegucigalpa, 4 de maio (EFE).- Até o momento, em 2026, Honduras atingiu um total de 141 casos de vermes em humanos, com duas mortes confirmadas, e 4.656 em animais, com casos mais elevados em bovinos, disseram fontes oficiais nesta segunda-feira.
Segundo o último relatório epidemiológico, obtido pela EFE, os dois cadáveres que provocaram complicações das larvas da mosca Cochliomyia hominivorax correspondem a idosos.
Os dois casos são provenientes da capital de Honduras, Tegucigalpa, onde as autoridades de saúde foram notificadas da presença de parasitas em áreas urbanas do distrito central, segundo o Ministério da Saúde.
Os membros inferiores são os mais afectados por esta doença, especialmente em pessoas com feridas, úlceras, pés diabéticos ou anomalias vasculares, condições que favorecem o desenvolvimento de larvas, afirmaram as autoridades de saúde.
A miíase da bicheira é uma doença infecciosa causada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax, que depositam seus ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, incluindo humanos.
Após a eclosão, as larvas se alimentam de tecidos vivos, o que causa úlceras profundas, perda de função na área afetada e, em casos graves, morte.
O manejo geralmente envolve a remoção manual ou cirúrgica das larvas e cuidados locais (e, se necessário, antibioticoterapia) para prevenir infecção secundária.
Honduras, que foi declarada livre deste parasita em 1996, ativou um alerta de saúde após a detecção do primeiro surto animal em setembro de 2024 e do primeiro caso humano em fevereiro de 2025.
Por sua vez, Josué Lemus, chefe de Epidemiologia da Agência Nacional de Saúde e Segurança Alimentar de Honduras, Josué Lemus, disse aos jornalistas que a situação é muito difícil, especialmente em áreas com alta umidade e altas temperaturas.
Este especialista explicou que 75% da infecção ocorre em bovinos, seguidos de suínos e cães, representando 7% deles, embora também seja constatada a presença da doença em cavalos, caprinos, ovinos e aves.
Lemus alertou que a presença da bicheira obriga os produtores a reforçarem o controle de seus animais, o que significa maiores custos de manejo e tratamento, além de possíveis perdas na produção de leite e carne.
“A prevenção é mais fácil do que o tratamento”, afirmou Lemus, sublinhando a importância de implementar boas práticas de gestão, cicatrização de feridas e cuidados precoces com feridas para prevenir doenças em animais. EFE















