O juiz do Supremo Tribunal do Brasil Alexandre de Moraes suspendeu temporariamente este sábado a implementação de uma lei apresentada pelo Congresso que permitiria reduzir a condenação do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e de outros atores acusados de dar um golpe de Estado para os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
O juiz, professor do tribunal que condenou o líder da extrema-direita a 27 anos e três meses de prisão, baseou-se em duas reclamações apresentadas pelo partido de esquerda que questionam a constitucionalidade da lei implementada pelo Congresso, e serão apreciadas pelo plenário do Supremo Tribunal antes da decisão final.
“A súbita constatação do pedido de inconstitucionalidade e, consequentemente, a suspensão da pena da revisão constitucional, é um fato jurídico novo e importante que pode afetar a resolução do pedido apresentado pela defesa”, disse o juiz em seu despacho.
Moraes acredita que os recursos dos réus sob a nova lei deveriam esperar até que os tribunais se pronunciassem sobre a constitucionalidade da lei. Dessa forma, Bolsonaro e outros condenados terão que esperar para se beneficiarem da redução da pena.
A Lei da Dosimetria estipula que a punição para o crime de golpe de Estado e a repressão violenta de um Estado democrático não deve ser aplicada concomitantemente quando cometidos nas mesmas circunstâncias. O artigo prevê ainda a redução da pena entre um e dois terços para o crime de tentativa de golpe de Estado ou de repressão quando cometido em grupo, caso a ação não tenha sido financiada ou o líder tenha agido.
A medida beneficiará os condenados pelo golpe contra o atual presidente, Lula da Silva, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno.















