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Andrea Padilla pediu a aplicação da Lei dos Anjos aos policiais que atiraram em cães em Antioquia

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A deputada pediu pena pesada para o policial que atirou em um cachorro em Antioquia – crédito Senado

A senadora Andrea Padilla anunciou que irá processar o policial que atirou em um cachorro em Rionegro, Antioquia, e solicitou que o caso fosse investigado de acordo com a Lei dos Anjos, lei que fortalece a punição por crueldade contra animais na Colômbia. O acontecimento, captado em vídeo e divulgado nas redes sociais, causou uma onda de rejeição em diversos meios políticos e entre organizações de proteção aos animais.

De acordo com a notícia divulgada por Jornal da semanao parlamentar garantiu que o fardado deverá responder criminalmente pela morte do cachorro e confirmou que não se tratou de um acidente durante o processo policial.

Padilla disse que este caso pode ser crime de matar um animal por se tratar de funcionário público e em local público.

“No plano penal, o Alegato Juristas vai apresentar a denúncia cabível pelo crime de morte agravada, porque esteve em poder de servidores públicos e no espaço”, afirmou o senador na rede social.

Um policial nacional atirou e matou um cachorro durante um procedimento em Rionegro, Antioquia, depois que ele foi mordido no meio de uma via pública - crédito @ColombiaOscura /
Um policial nacional atirou e matou um cachorro durante um procedimento em Rionegro, Antioquia, depois que ele foi mordido no meio de uma via pública – crédito @ColombiaOscura /

O congressista também insistiu que as ações dos policiais uniformizados deveriam ser revistas pelas autoridades judiciais e disciplinares nos termos da Lei dos Anjos, que aumentou as penas de prisão para casos de abuso de animais.

A Lei de Angel prevê pena de prisão de 32 a 72 meses para os responsáveis ​​​​por agressão agravada ou morte de animal.

Andrea Padilla também garantiu que o incidente ocorrido em Rionegro foi um claro abuso de poder e pediu aos cidadãos que acompanhassem o protesto convocado naquele município de Antioquia para rejeitar o incidente.

O caso ganhou atenção nacional depois que circulou um vídeo que mostra o momento em que um homem uniformizado atirou no cachorro durante um procedimento policial na área de La Convencion, em Rionegro.

A polícia explicou que a operação foi iniciada após denúncia sobre um homem que teria ameaçado transeuntes com uma faca e um tipo de cachorro perigoso.

Esta instituição confirmou que, ao chegarem ao local, os agentes fardados foram agredidos e o cidadão apontado como responsável pela violência contra um servidor público foi preso.

“Durante a investigação policial, o cidadão suspeito de agredir um servidor público foi preso após agredir os policiais fardados com armas brancas”, disse o comunicado policial.

A instituição adianta que o cão atacou também um cidadão e um dos polícias envolvidos no processo, ferindo-o nas extremidades inferiores.

Segundo a versão oficial, o homem fardado usou a arma após o suposto ataque para atacar os presentes no meio da operação.

- crédito @SenadoGovCo/X
– crédito @SenadoGovCo/X

O caso reabriu o debate sobre o uso da força pelas autoridades e o protocolo em situações que envolvem animais durante operações policiais.

A Polícia confirmou ainda que abriu um inquérito disciplinar para esclarecer o incidente e apurar se houve ou não alguma irregularidade por parte deste agente fardado.

Andrea Padilla sublinhou que o processo deve avançar tanto na área disciplinar como criminal para determinar a responsabilidade adequada.

O senador, conhecido por promover ações relacionadas à proteção dos animais no Congresso, destacou que é impossível padronizar esse tipo de ação e pediu às autoridades que atuem pela força.

Enquanto a investigação continua, a reação de negação do caso em Rionegro continua e diversos grupos de proteção animal anunciaram a ação para exigir justiça pela morte do cão.



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