Alfonso Meléndez Ballesteros, conhecido como Poncho, foi entregue na sexta-feira, 8 de maio de 2026, às autoridades dos Estados Unidos, que devem responder ao tráfico e tráfico de cocaína, após uma investigação da DEA e do Dijín.
Sua libertação foi realizada a pedido do Tribunal Distrital Leste do Texas, que o acusa de coordenar o envio de drogas e sequestros para o Clã do Golfo das regiões de Urabá e Chocó.
O cacique ‘invisível’, conhecido em sua cidade natal por seu trabalho como fazendeiro e filantropo social, era filho de um importante vereador do município de Acandí (Chocó).
Na região, Meléndez apareceu como um próspero empresário agrícola com uma fazenda com mais de 2.000 vacas e cavalos Paso Fino, segundo informações divulgadas nas redes sociais.

Porém, de acordo com informações de A hora, pseudônimo Poncho participou ativamente de campanhas sociais e trabalhou com ex-funcionários municipais, como o então presidente do conselho Darwin García Pérez, que foi fotografado com ele durante o dia de limpeza em janeiro de 2018..
Os laços familiares reforçaram o impacto do caso. Meléndez é filho da vereadora do Partido Liberal, María Teresa Ballesteros Guerrero, que garantiu à imprensa nacional desconhecer a sua situação jurídica e rejeitou a versão divulgada pelos meios de comunicação sobre o seu filho.
“Não sei nada do processo dele, nada que a mídia fala é verdade. Aqui todos nos conhecemos, ele é uma pessoa que tem ajudado muita gente”disse o vereador à imprensa nacional.
Muitos moradores de Acandí entrevistados pelo jornal concordaram que ele era um dedicado defensor da comunidade, razão pela qual a notícia de sua libertação foi uma surpresa e um choque para os moradores.
As autoridades determinaram que Meléndez usou a sua posição social para esconder as suas atividades ilegais.. Participou da cooperação do projeto e estreitou o relacionamento com as lideranças locais, o que lhe teria permitido trabalhar sem preocupações por muitos anos.

A acusação federal anunciada por A hora afirma que o Tribunal do Distrito Leste do Texas refere-se a Meléndez como um membro-chave do sistema Efrén Vargas Gutiérrez na família do Golfo. Ele foi acusado de coletar drogas nos departamentos de Norte de Santander e Antioquia e de pagar taxas a outros grupos que utilizam rotas de contrabando no exterior.
O esquema, descrito por Jacki R. Cypert, agente especial da DEA, envolvia o uso de lanchas “rápidas” que partiam de Turbo (Antioquia) e transportavam grandes cargas para rotas na América Central..
Desde 2008, a organização mantém relações com o Clã do Golfo e o Cartel de Sinaloa para transferir cocaína para vários países da América Latina, para o México e para os Estados Unidos.
A prisão do pseudônimo Poncho foi feita em outubro de 2024 em um prédio em Acandí, com a cooperação da DEA e do Dijín. As autoridades confirmaram que ele supervisionava a saída de mais de duas toneladas de cocaína, cujo destino final eram os Estados Unidos. Suas acusações formais foram emitidas em 9 de agosto de 2023.

Além de seu trabalho na área agrícola, documento do Ministério Nacional de Minas citado por A hora Eles descreveram Meléndez como um produtor de ouro em pequena escala, ao estilo mineiro.
Na esfera judicial, há uma pena imposta em 28 de junho de 2016 a dois anos e oito meses de prisão pelos ferimentos, o que demonstra seu histórico anterior de envolvimento em tráfico de drogas e extorsão.
Atualmente, o processo contra ele continua nos Estados Unidos e causa ansiedade tanto no ambiente de sua família quanto no município de sua origem, onde tem sido visto como assistente social e benfeitor local.















