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Filipinas autoriza entrada de carne bovina e suína colombiana no mercado de 121 milhões de consumidores

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As Filipinas aprovam importações de carne bovina e suína da Colômbia, abrindo um mercado para mais de 121 milhões de consumidores no Sudeste Asiático – crédito Imagem ilustrativa Infobae

O Governo das Filipinas aprovou a entrada de carne bovina e suína da Colômbia, permitindo o acesso a um mercado de mais de 121 milhões de consumidores no Sudeste Asiático.

Esta decisão, confirmada pelo presidente da Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegan), José Félix Lafaurie, representa um avanço estratégico para a internacionalização do setor cárneo colombiano, segundo relatos. Com o mundo dos animais de estimação.

A aprovação das autoridades filipinas surge após um processo iniciado em outubro de 2025, quando uma delegação do Departamento de Agricultura das Filipinas percorreu o território colombiano para avaliar o controle veterinário, as normas de saúde animal e os protocolos de segurança alimentar implementados no país.

Durante a visita, de 25 de outubro a 9 de novembro, foram fiscalizadas 11 unidades produtivas, sendo sete de bovinos e quatro de suínos.

Entre as fábricas que podem produzir carne bovina estão a Productos Cárnicos (do Grupo Nutresa, em Aguachica), Friogán (Corozal), Camagüey, Frigotún, Red Cárnica (com duas empresas na lista) e Frigosinú. Para a parte de suínos, a autorização coube à Agropecuaria Aliar, Frigotún, Supercerdo Paisa e Sociedad Central Ganadera.

A abertura das Filipinas é apresentada por Fedegan como um avanço para a internacionalização do setor de carnes colombiano - crédito @jflafaurie / X
A abertura das Filipinas é apresentada por Fedegan como um avanço para a internacionalização do setor de carnes colombiano – crédito @jflafaurie / X

O Diretor do Fundo para o Fortalecimento da Exportação de Carne Bovina e Produtos da Colômbia (FEP), Augusto Beltrán Segrera destacou a importância do licenciamento de plantas como a Frigotún, que pela primeira vez entra no mercado regional além do seu tamanho.

“Frigotún é um refrigerador que pela primeira vez foi autorizado a exportar para o mercado correspondente, enquanto outros já foram autorizados em outros países”, destacou.

A autorização filipina foi concedida após verificação por autoridades internacionais, que concluíram que a Colômbia cumpre as disposições do Código Sanitário para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) e dos regulamentos sanitários filipinos. Com o mundo dos animais de estimação Explicou que a revisão da certificação incluiu os procedimentos de certificação necessários para as exportações.

O Centro Nacional de Controle de Alimentos e Medicamentos (Invima) e o Instituto Agrícola Colombiano (ICA) lideraram o processo de aprovação sanitária, cooperação com o setor produtivo nacional para garantir o cumprimento dos padrões internacionais. Estas autorizações serão inicialmente válidas por três anos.

Fechamento em branco de três embalagens de carne crua, com rótulo
Uma delegação do Departamento de Agricultura das Filipinas inspecionou 11 fábricas de processamento na Colômbia, sete de carne bovina e quatro de carne suína – crédito Imagem ilustrativa Infobae

Embora essas empresas tenham recebido aprovação sanitária, não começarão a exportar imediatamente. O processo está em fase final, aguardando o acordo e aprovação do certificado sanitário de exportação que acompanhará o embarque para a Ásia, segundo as autoridades sanitárias filipinas.

As Filipinas são um dos maiores mercados de carne do Sudeste Asiático. O país importa anualmente entre 200 mil e 250 mil toneladas de carne bovina e suína, volume que cobre cerca de 60% da demanda interna. O consumo de carne por pessoa é de cerca de quatro quilos por ano.

Atualmente, o Brasil domina as exportações de carne das Filipinas, respondendo por 40% do embarque. A entrada da Colômbia abre a possibilidade de melhorar os serviços e colocar produtos que, no mercado local, não atingem um elevado valor comercial.

“Os livrinhos, por exemplo, têm um valor muito bom no mercado filipino, mas na Colômbia a procura é menor”, ​​explicou o secretário técnico da FEP.

O contexto internacional favorece o preço. O produto que custava entre 5 e 5,5 dólares o quilo passou a ser negociado a 7,5 dólares, o que lhes permite voltar à competição diante da queda do dólar frente ao peso colombiano.

Trabalhadores com uniformes brancos e luvas azuis cortam carne vermelha em mesas de aço inoxidável em uma fábrica moderna e limpa.
Em uma instalação de processamento de carne de última geração, os operadores manuseiam cuidadosamente os cortes frescos de carne em mesas de aço inoxidável, garantindo padrões de limpeza e eficiência. (Foto da Infobae)

Beltrán Segrera manifestou-se confiante quanto ao cronograma de início das exportações: “Esperamos que em três meses tenhamos carne colombiana nas Filipinas”.

A abertura do mercado filipino soma-se aos esforços da Colômbia para reforçar a sua presença na Ásia, onde já existem esforços para entrar em mercados como a Indonésia, a Malásia e Hong Kong, este último em processo de estabelecimento de um acordo sanitário definitivo.

Atualmente, o país sul-americano tem boas oportunidades para exportar carne para destinos estratégicos como China, Singapura, Macau e Coreia do Sul.além de exportações ilegais para Vietnã e Hong Kong.

“Com certeza já somos um player no mercado internacional. Há mais de 10 anos entramos no clube exportador e agora nos aceitam”, concluiu Beltrán anteriormente. Com o mundo dos animais de estimação.



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