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Espanha exige uma abordagem comum para a protecção dos ucranianos e o seu regresso voluntário

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Luxemburgo, 4 de junho (EFE).- Espanha quer que a União Europeia chegue a uma posição comum sobre a situação futura dos cidadãos ucranianos nos territórios europeus, depois de terminada a proteção temporária que recebem, em março de 2027, e do seu regresso voluntário à Ucrânia, afirmou quinta-feira o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska.

O caso será discutido hoje num almoço, no Conselho de Ministros do Interior da União Europeia.

“Sabemos, e a União Europeia também o compreende, que temos de encontrar outra posição comum (…) em relação aos cidadãos ucranianos” e “à sua situação no nosso país, porque a proteção temporária não pode ser uma medida de médio ou longo prazo”, disse o ministro, que lembrou que 267 mil cidadãos ucranianos chegaram a Espanha nos quatro anos, desde o início da agressão russa.

Acrescentou que, para Espanha, esta abordagem comum à situação administrativa ucraniana deve basear-se em três princípios, a começar por “todos os cidadãos ucranianos continuarão a ser protegidos em todos os países da União Europeia”.

Além disso, devemos pensar na sua “integração bem sucedida” e, em terceiro lugar, no “retorno voluntário”, se “as condições para o desenvolvimento se reunirem” e “que possamos ter uma paz verdadeira, harmoniosa e duradoura para a Ucrânia”.

Nas últimas semanas, e com a proposta que a Comissão Europeia apresentará em breve para ver o que deve ser feito com os ucranianos na União Europeia cuja protecção temporária terminará em 2027, o debate aumentou e alguns Estados-membros colocaram em cima da mesa a possibilidade de algumas restrições, por exemplo, permitir a esta protecção homens em idade de lutar. EFE



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