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Especialistas alertam que “a transferência pacífica do poder está em risco” se Petro não aceitar os resultados eleitorais.

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O sector político e social insiste que a confiança no sistema eleitoral colombiano deve ser reforçada. – Infobae de imagem ilustrativa de crédito

A recusa do Presidente Gustavo Petro em aceitar os resultados das eleições presidenciais suscitou preocupações entre especialistas e instituições, que alertam para os perigos de uma transferência pacífica de poder na Colômbia.

Petro e o seu candidato, o senador Iván Cepeda, não aceitaram publicamente a vitória de Abelardo de La Espriella, que derrotou Cepeda por 700.000 votos e se prepara para um segundo turno em 21 de junho. Analistas dizem que a medida ameaça a estabilidade democrática e faz lembrar as recentes divisões na região, segundo relatos. A hora.

De acordo com relatos da mídia, A campanha eleitoral foi caracterizada por profundas disputas e pela intervenção direta de Gustavo Petro a favor de Iván Cepeda.. Agora, o presidente está quebrando outra regra básica: o reconhecimento oficial dos resultados eleitorais. Embora o controlo oficial tenha confirmado a vitória de Abelardo de La Espriella, nem Petro nem Cepeda emitiram um reconhecimento claro da legitimidade do resultado.

“Não aceitar o resultado, a derrota, significa também o desconhecimento da legitimidade do inimigo e representa o perigo que pode levar à violência política”disse Jairo Libreros, analista político, em comunicado compilado por A hora. E acrescentou: “Isto é uma violação da legitimidade do processo eleitoral, que nos diz que a transferência pacífica do poder está em risco”.

- Crédito Colpresa
– Crédito Colpresa

A estratégia de insistir na fraude foi destruída pelo sistema eleitoral e pelos observadores internacionais, mas continua na mensagem do presidente. O secretário nacional Hernán Penagos explicou que os técnicos examinaram 5.300 tabelas solicitadas pelo Governo, e em 5.119 delas um candidato obteve menos de 300 votos, um comportamento comum nas listas eleitorais.

“A investigação oficial mostrou uma correspondência de 99,94% com os dados preliminares, em particular, demonstrando a integridade técnica e institucional do sistema eleitoral colombiano”, disse Erick Rincón, reitor de Jurisprudência da Universidade del Rosario, em El Tiempo.

As preocupações se espalham por toda parte. Alejandra Barrios, diretora da missão de observação eleitoral (MOE), alertou: “O governo é responsável pela governação, não apenas mais um convidado eleitoral”.

Por sua vez, a presidente do Conselho Sindical, Natalia Gutiérrez, afirmou: “As disputas eleitorais devem ser tratadas através dos canais institucionais previstos na Constituição.

O candidato Abelardo de La Espriella apelou à comunidade internacional para acompanhar o segundo turno: “Precisamos do apoio da comunidade internacional, porque nesta nova fase, o Presidente Petro e os seus candidatos decidiram infringir a lei, ignorar os resultados eleitorais e usar o orçamento público para tentar mudar as coisas por si próprios”..

Os Estados Unidos, através do Departamento de Estado e do Vice-Secretário Cristopher Landau, expressaram a sua preocupação com possíveis tentativas de mudar a vontade do público e apoiaram a transparência do sistema colombiano.

Gabriel Cifuentes, jornalista A horaavisado: “Se Cepeda perder no segundo turno e o resultado não for conhecido, entraremos em uma instabilidade política e social sem precedentes”. O ex-eleitor Humberto de la Calle alertou para ataques infundados às mesas de voto e estratégias de exploração fraudulentas, apontando que o país está “retrocedendo em busca da democracia”.

O analista Pedro Medellín garantiu: “O presidente Gustavo Petro está fora de controle e há um problema de segurança na República. Ele não está mais no controle e o problema precisa ser examinado pelas instituições governamentais”. O presidente intensificou a campanha por Cepeda, realizando eventos e discursos públicos nos quais questionou a legitimidade do inimigo e denunciou possíveis interferências estrangeiras.

O Conselho de Estado ordenou ao presidente que não divulgue a mensagem de propaganda na sua rede, lembrando que o presidente é um símbolo de unidade nacional, ao mesmo tempo que aumenta o apelo à preservação das instituições e ao respeito pelos resultados.

A transferência pacífica de poder está no centro da controvérsia. A sociedade civil, as associações empresariais e os representantes académicos insistem em respeitar o processo e em garantir a estabilidade democrática. A transparência do sistema eleitoral, apoiada por mais de 1.500 observadores internacionais, é uma das principais ideias para manter a confiança dos cidadãos no processo.



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