Santiago do Chile, 8 de junho (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, anunciou segunda-feira que a restauração dos serviços consulares com a Venezuela é uma prioridade para o seu Governo, mas que depende da “vontade” das autoridades venezuelanas.
“A ideia é chegar o mais rápido possível, mas também depende da vontade da Venezuela”, disse Pérez Mackenna aos jornalistas, à saída de uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre a proposta de novas tarifas dos EUA.
“Estamos empenhados em conseguir o restabelecimento das relações com o cônsul. Tudo começou com o diálogo com o chanceler da CELAC, (um) processo que continua”, disse, referindo-se ao encontro que teve com o seu amigo, Yván Eduardo Gil, em março passado.
Após essa reunião, o Chile informou que também enviou uma carta diplomática oficial para avançar no processo administrativo.
O governo conservador de José Antonio Kast confirmou repetidamente que o restabelecimento das relações consulares é “essencial” para realizar a deportação de imigrantes ilegais venezuelanos em voos para Caracas, o que é uma das suas promessas de campanha.
Segundo a mídia local, há mais de 75 mil ordens de deportação pendentes, metade das quais são contra cidadãos venezuelanos.
Os laços diplomáticos entre Santiago e Caracas foram rompidos após as eleições venezuelanas de 2024, depois de o governo chileno ter cassado o ex-presidente Gabriel Boric, questionando a transparência das eleições e denunciando irregularidades no processo.
A situação levou a Venezuela a retirar todo o pessoal diplomático do Chile e a exigir a saída dos representantes chilenos, uma decisão que afetou centenas de milhares de cidadãos e complicou os acordos de cooperação e segurança entre os dois países.
Segundo dados oficiais, mais de 700 mil venezuelanos vivem no Chile, enquanto na Venezuela vivem quase 25 mil chilenos. EFE
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