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Eletrodos cerebrais libertam Josep de tiques excessivos devido à síndrome de Tourette

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Jordi Font Comas d’Argemir

Barcelona, ​​​​​​​​​​Apr 22 (EFE).- In his youth, Josep could hardly leave the house due to extreme and physical tics caused by Tourette syndrome, which did not improve with any treatment, until the neurologist at the Sant Pau Hospital placed electrodes in his brain that freed him: “Now I study and go out with friends.”

“Tinha muitos tiques físicos e verbais e não conseguia ter uma vida normal”, explicou Josep, pseudónimo escolhido por este paciente de 21 anos que prefere manter o anonimato devido ao estigma associado a esta doença cruel.

A síndrome de Tourette é uma doença rara que começa na infância e geralmente dura a vida toda.

Aqueles que sofrem com isso desenvolvem sintomas motores e maníacos persistentes, além de outros sintomas que incluem problemas emocionais, comportamentais e cognitivos causados ​​por alterações em certas áreas do cérebro.

Josep era um caso extremo, pois sofria de tiques vocais incontroláveis, coprolalia aumentada (tendência a xingar ou xingar, que é um dos sintomas mais estigmatizantes), klazomania (gritos involuntários) e clafomania (destruição de objetos).

“Antes da operação eu tinha medo de mostrar meus tiques; muitos deles me escapavam e afetavam minha autoestima; no âmbito social sempre sinto vergonha”, disse a paciente.

O problema de Josep era tão grave que não respondia ao tratamento farmacológico existente para esta doença, pelo que o neurologista do Hospital de Sant Pau, em Barcelona, ​​optou por realizar uma operação para colocar eléctrodos no seu cérebro, para aplicar a chamada estimulação cerebral profunda (DBS).

Um tratamento que, na doença de Tourette, é utilizado apenas como uso compassivo, ou seja, em pacientes que não respondem a nada e esgotaram outras opções.

“Graças à operação, os tiques graves diminuíram e os efeitos colaterais que permanecem são pequenos tiques leves; além disso, desenvolvi mecanismos e técnicas para controlar esta pequena parte que ainda tenho”, disse Josep.

O neurologista e pesquisador de Sant Pau, Ignacio Aracil, explicou que, embora seja uma prática comum colocar eletrodos em outras doenças como o Parkinson para controle motor, este caso é especial porque também foi necessária a realização de ações no campo do comportamento para reduzir palavras ou ações descontroladas.

Com essa dupla finalidade, motora e comportamental, o cirurgião colocou os eletrodos na parte específica do cérebro que causa os sintomas, para bloquear sua atividade.

Através do neuroestimulador, que fica localizado sob a clavícula do paciente, no nível subcutâneo, o neurologista pode organizar o choque elétrico aplicado nos eletrodos, para produzir o resultado desejado.

“A melhoria foi gradual, no início houve incerteza, mas na terceira ou quarta semana vimos que o motor estava a abrandar: ficámos ainda mais reconfortados quando vimos que os problemas de comportamento começaram a diminuir, passados ​​três ou quatro meses”, disse Aracil.

Um dos momentos-chave, recordou o neurologista, foi quando Josep lhe contou que estava num avião, algo importante para quem tem sintomas graves da síndrome de Tourette.

Josep não só conseguiu andar, como também voltou a estudar: “Estou cursando Integração Social, uma graduação online em casa que é muito interessante. Faço isso porque gosto de ajudar as pessoas e pela grande ajuda que recebi de amigos, familiares e médicos, agora quero participar da areia”, destacou o paciente. EFE

(Foto) (Vídeo)



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