Paris, 17 de julho (EFE).- O Governo francês convocou o funcionário da embaixada russa em França para expressar a sua “condenação” às “atividades cibernéticas sujas” que Paris está a realizar para o serviço secreto russo.
“Estas ações são inaceitáveis e inadequadas para ser um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que também visa muitos parceiros europeus”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês num comunicado.
A nota não explica por que não o embaixador russo – o mais alto representante diplomático da Rússia em França – atendeu à chamada – mas sim o número dois, que se reuniu com o diretor europeu do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“O objetivo deste apelo é condenar nos termos mais fortes possíveis as atividades cibernéticas maliciosas da Rússia na França, especialmente aquelas realizadas pelo 16º Centro do FSB”, disse o serviço de inteligência russo, segundo o ministério.
O Ministro alertou que “a França, juntamente com os seus parceiros e no quadro do direito internacional, mantém a sua forte determinação em utilizar todos os meios à sua disposição para antecipar, prevenir e responder aos atos de perturbação que lhe aconteceram”.
Na segunda-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, anunciou que convocaria o embaixador russo em França por causa de uma “campanha cibernética massiva” contra países europeus chamada Moscovo.
Durante uma entrevista à televisão BFMTV e à rádio RMC, Barrot condenou as operações informáticas de “sabotagem e espionagem” levadas a cabo pelo FSB russo em “dezenas de países europeus” visando “empresas, ministérios e operadores que visam obter informações ou sabotar o funcionamento da infra-estrutura ferroviária, como na Polónia”.
O chefe da diplomacia francesa confirmou que irá punir os envolvidos em atividades cibernéticas de ódio com o objetivo de reforçar a segurança contra este tipo de ameaça que também pode tentar influenciar processos eleitorais, como as eleições presidenciais e legislativas de 2027 em França. EFE















