Paris, 9 de julho (EFE).- Uma operação internacional organizada pela Interpol e forças de segurança de 97 países e territórios envolveu a detenção de 5.811 pessoas e a apreensão de 293 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros) em bens ilegais resultantes de fraude e branqueamento de capitais, informou esta quinta-feira a associação policial.
A operação, realizada entre 15 de janeiro e 30 de abril, teve como alvo as chamadas fraudes de engenharia social, como fraude através de roubo de identidade, investimentos falsos, romance online, sequestro através de e-mails sexuais ou comerciais, afirmou a Interpol num comunicado.
Durante a operação, foram identificados mais de 142 mil casos em todo o mundo, 152.808 casos foram analisados, 23.715 investigações foram resolvidas, 31.014 contas bancárias foram bloqueadas e 15.606 suspeitos foram presos.
Entre os casos notáveis está o desmantelamento de uma rede dedicada ao jogo ilegal, lavagem de dinheiro e fraude em Eswatini (Brasil), envolvendo 82 prisioneiros. Os criminosos usaram delegacias falsas da Polícia Federal, com uniformes e equipamentos feitos por eles mesmos, para convencer as vítimas a enviarem dinheiro para proteger seu dinheiro.
Na Tailândia, a polícia desmantelou uma quadrilha que lavava dinheiro de golpes amorosos usando criptomoedas. Um dos suspeitos, um jovem de 20 anos, ganhou mais de US$ 122,5 milhões em apenas dez meses.
Da mesma forma, as autoridades de Singapura e Omã conseguiram impedir transferências fraudulentas no valor de 6,6 milhões de dólares relacionadas com fraudes de e-mail empresarial, enquanto em Palau, 22 pessoas ligadas a dois centros de fraude que trabalhavam em hotéis foram despedidas.
“A fraude de engenharia social continua a representar uma grande ameaça e nenhum país pode lidar com ela sozinho”, disse o diretor do Centro de Crimes Financeiros e Anticorrupção da Interpol, Tomonobu Kaya, que defendeu em comunicado uma resposta internacional coordenada às redes de crime financeiro.
Entre os países que participaram do evento estavam Espanha, além de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Paraguai e Uruguai na América Latina. EFE















