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Invasores de Teotihuacán, jovens mexicanos interessados ​​em assassinatos e doenças mentais

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Cristina Sánchez Reyes

Cidade do México, 21 de abril (EFE).- Julio César Jasso Ramírez, identificado pelas autoridades como o autor do ataque armado no sítio arqueológico de Teotihuacán, é um homem que, segundo a primeira investigação, construiu uma narrativa pessoal ao longo dos anos marcada pelo fascínio pelos genocídios históricos, pelos sinais extremistas e pela evitação da realidade.

Segundo informações recebidas da Procuradoria do Estado do México (FGJEM), o agressor, de 27 anos e natural da região sul de Oaxaca, é uma pessoa que agiu sozinha, tinha comportamento previamente planejado e apresenta sinais de forte alteração mental ou psicológica.

Para o procurador-geral José Luis Cervantes Martínez, mais do que os motivos tradicionais, o caso indica uma doença mental.

“Não vou falar de motivação, vou falar de uma doença mental, de uma condição, de uma doença”, disse o responsável, que notou que Jasso Ramírez parecia viver na sua própria “realidade”, desligado dos que o rodeiam.

De acordo com a primeira investigação, Jasso Ramírez estava preocupado com incidentes de violência em massa ocorridos fora do México, especialmente nos Estados Unidos. As autoridades encontraram em sua posse documentos, fotografias e manuscritos supostamente relacionados ao massacre de Columbine, ocorrido em 20 de abril de 1999.

De acordo com a mídia local, havia até fotos dele fazendo a saudação nazista, bem como montagens dele geradas por inteligência artificial com Eric Harris e Dylan Klebold, os autores do massacre na escola.

As autoridades confirmaram que esta não foi a primeira vez que ele ficou impressionado. Algumas das imagens publicadas sugerem que desde a infância, por volta dos 17 anos, ele demonstra ligação com esse tipo de simbologia e personagens.

A promotoria investiga o caso sob a hipótese de comportamento “imitador”, ou seja, imitação de violência inspirada em acontecimentos anteriores.

Segundo o promotor, provas encontradas em pequenas notas manuscritas, bem como em seus pertences pessoais, indicam que Jasso Ramírez procurou repetir as ações ocorridas em outra área e em outro momento.

Nestes papéis, segundo a investigação, o próprio agressor escreveu que agiu sozinho e obedeceu a ordens de uma organização considerada “não desta terra”, elemento que, para as autoridades, confirma a linha de possível transtorno mental.

O perfil também mostra uma pessoa metodista.

A FGJEM garantiu que o ataque não foi aleatório. No início, sabia-se que ele visitou diversas vezes a área arqueológica, se hospedou em um hotel próximo e fez uma viagem antecipada para estudar o local e planejar o ataque.

Além disso, investiu cerca de 50 mil pesos (US$ 2.875) na preparação do ataque, incluindo a compra de uma pistola especial calibre .38, munições e acessórios como luvas, facas, óculos e mochila.

Para a acusação, estes elementos revelam um longo processo de preparação e uma decisão tomada antecipadamente.

Jasso Ramírez morreu no local devido a ferimentos de bala, após ser ferido na perna durante a intervenção da Guarda Nacional.

No dia 20 de abril, Julio César Jasso realizou um tiroteio na Pirâmide da Lua, localizada na Zona Arqueológica de Teotihuacán, o primeiro ato violento desse tipo registrado desde sua inauguração em 12 de outubro de 1987.

Nestes incidentes, sete pessoas foram baleadas e 13 ficaram feridas, todos turistas estrangeiros, e um cidadão canadense foi morto. EFE



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