Teerão, 3 de maio (EFE).- O Irão condenou a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, na qual qualificou a apreensão de um navio iraniano pelos EUA como “pirataria”.
“O presidente dos Estados Unidos chamou publicamente de ‘pirataria’ a apreensão ilegal de navios iranianos e gabou-se descaradamente de que estamos ‘agindo como piratas’”, disse no sábado passado o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, na rede social X.
O diplomata condenou que a declaração de Trump foi um “reconhecimento direto e contundente da natureza criminosa” das ações dos EUA contra a navegação marítima internacional, relativamente ao bloqueio marítimo dos portos e navios iranianos.
Trump vangloriou-se na sexta-feira de que a Marinha dos EUA estava agindo “como piratas” no âmbito do bloqueio ao Irã.
“Descemos e pegamos o navio. Levamos as mercadorias e o combustível. É um negócio muito lucrativo (…). Somos como piratas. Somos como piratas, mas não estamos brincando”, afirmou o presidente norte-americano.
Bagaei apelou à comunidade internacional, aos estados membros da ONU e ao Secretário-Geral da ONU para rejeitarem veementemente qualquer “violação flagrante” do direito internacional.
Os EUA mantêm o bloqueio contra o Irão no Estreito de Ormuz desde 13 de abril, depois de as conversações pós-cessar-fogo com Teerão, realizadas em Islamabad nos dias 11 e 12 de abril, terem terminado sem acordo.
Desde então, o diálogo entre as duas partes não parou. No entanto, o Irão propôs uma nova proposta para a cessação total das hostilidades, que inclui a abolição do bloqueio naval, garantias de não violência militar e a retirada das forças dos EUA das proximidades do Irão, entre outros aspectos.
Trump disse ontem à noite que iria rever o plano iraniano, embora tenha avisado que não poderia “imaginar que seria aceitável”. EFE















