A passagem de um dos principais corredores do sudoeste do país foi totalmente cortada. A Rodovia Pan-Americana permanece fechada enquanto equipes de segurança e serviços de emergência tentam avaliar a escala do ataque que abalou Cauca e produziu resultados trágicos.
Um ônibus foi destruído, carros estacionados nos dois lados da via e um portão que dividia a via em duas. Tudo aconteceu em questão de segundos, num local onde já havia alarme sobre a presença de grupos armados ilegais.
Um ataque com bomba cilíndrica em Cauca matou pelo menos sete pessoas e feriu quase duas dúzias, muitas delas gravemente, de acordo com o primeiro relatório oficial – crédito
No meio desta incerteza, os primeiros números começaram a circular: pelo menos sete pessoas morreram e quase vinte ficaram feridas, muitas delas gravemente. Embora os dados ainda estejam a ser verificados, o impacto humano do ataque já é evidente.
A explosão ocorreu na tarde de sábado, 25 de abril, na área conhecida como El Túnel, no município de Cajibío, na rodovia Pan-Americana. Segundo a versão preliminar, o momento da explosão coincidiu com o grupo do exército e os supostos integrantes do sistema armado.
O dispositivo, que pode ter sido uma bomba cilíndrica, caiu diretamente sobre um ônibus que percorria a estrada entre Popayán e Cali. A força da explosão não só destruiu o carro, mas também atingiu outros carros na pista, causando danos em ambos os lados.
Vídeos gravados por testemunhas mostraram a dimensão do desastre. Em meio à fumaça, escombros e escombros, passageiros e motoristas tentavam sair o melhor que podiam, enquanto outros buscavam ajuda na confusão. As imagens foram refletidas em minutos de trânsito no local onde o trânsito costuma aumentar constantemente.
Imediatamente a estrada foi cortada. Além dos danos visíveis nas infraestruturas, ainda há receios de mais explosões na zona, obrigando à suspensão total do trânsito. A Panamericana, um elo fundamental entre o sudoeste e o resto do país, foi bloqueada num momento de grande tensão regional.
Da Terceira Divisão do Exército informaram que o trabalho de verificação continua em diferentes partes do departamento. O objetivo é descartar a presença de novos artefatos e evitar que situações semelhantes se repitam em corredores estratégicos.
Paralelamente, são realizados voos e vigilância na área para avaliar o terreno e reforçar a segurança. As autoridades também anunciaram que os destacamentos militares estão a aumentar, especialmente em áreas próximas de Cajibío e de outros municípios afectados pela violência recente, como El Tambo e Mercaderes.
O prefeito de Miranda, Cauca, Walter Zúñiga, alertou Notícias do Caracol sobre o aumento da violência em seu município e em todo o sudoeste do país, após uma série de acontecimentos ocorridos entre sexta-feira, 24 de abril, e sábado, 25 de abril.
Segundo sua explicação, nas últimas horas houve um ataque a um veículo de carga em uma estrada estratégica. “Houve um caso de incêndio de um trator, atearam fogo na estrada Santa Ana que leva ao engenho de açúcar em Cauca”, explicou. Além disso, disse que estavam prestes a queimar outro caminhão na rodovia Pan-Americana, mas a ação foi frustrada pela reação da comunidade.

Isto foi ajudado pela colocação de cilindros explosivos no setor guatemalteco, que não explodiram devido à intervenção do exército. Para o prefeito, essas ações fazem parte de um ataque mais amplo à região. “Este é um aumento do terrorismo no sudoeste da Colômbia”, disse ele.
Segundo informações recebidas pelas autoridades, a coluna de dissidentes de Dagoberto Ramos foi a causa do ataque. “Essa é a informação que obtive”, disse ele, embora tenha explicado que será realizado um conselho de segurança para avaliar a situação e tomar uma decisão.
Apesar da tensão, Zúñiga garantiu que existe presença institucional na província. “Há conflito no município, nos moradores, mas há controle da área por parte do Exército e da Polícia”, explicou.
O presidente também apelou ao governo. “Vejamos a situação no nosso território”, disse, alertando que a violência está a afectar a economia local e a criar incerteza. Ele ainda alertou que algumas empresas considerariam sair de Cauca, o que poderia aumentar o desemprego.
Por fim, mandou um recado à comunidade: “O convite… é não sair, é se cuidar”. Além disso, não incluiu medidas como irregularidades ou lei seca, que serão determinadas pelo Conselho de Segurança.















