Madrid, 23 de julho (EFE).- O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, acusou quinta-feira de comprar o “silêncio” e o apoio da segunda vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, do Partido Popular, na sua proposta de candidatura ao Conselho Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“Neste Governo, o silêncio é melhor do que a gestão”, afirmou a porta-voz do PP no Senado, Alicia García, numa mensagem publicada na rede social X, a propósito da nomeação de Yolanda Díaz, anunciada pelo chefe do executivo.
Segundo García, sua “grande virtude” ficou em silêncio durante oito anos enquanto o Sanchismo estava atolado na corrupção.
O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, falou neste sentido em X, lembrando que a sua nomeação foi “o preço que pagou para esconder a corrupção de Sánchez”. “Assim tudo fica melhor compreendido”, brincou.
“Yolanda Díaz tinha um preço e o preço é encontrar uma saída do Governo que seja financeiramente viável, e foi isso que Sánchez lhe ofereceu hoje”, disse numa entrevista à Telecinco, acrescentando que “explica o silêncio de Sumar sobre todos os casos de corrupção em torno de Pedro Sánchez”.
Para o vice-secretário do Tesouro do PP, Juan Bravo, a sua candidatura é “uma recompensa por ser o ministro com os piores dados de desemprego da União Europeia, e o ministro com os dados substituídos por contratos de longo prazo”.
E concorda com os colegas que esta é a razão pela qual “suportou até ao fim a corrupção do Governo mas não se manifestou”. EFE















