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O PP anuncia queixa contra Tezanos por usar a CEI para “prejudicar” e “lucrar” com o PSOE: “Isto também é corrupção”

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Cuca Gamarra, subsecretário para a Reforma Institucional do Partido Popular (PP), disse ser “estatisticamente impossível” que o erro no inquérito do Centro de Estudos Sociais (CIS) se deva a um erro aleatório. Segundo a comunicação social, o dirigente sublinhou que as divergências verificadas na vontade de voto que a CEI constatou não podem ser consideradas um simples erro, mas sim por intenção com fins políticos. Gamarra condenou que esta situação viola os princípios de neutralidade e neutralidade que deveriam reger este órgão público, e anunciou que o seu partido irá levar o caso a tribunal.

Segundo a notícia, Gamarra anunciou que o PP vai apresentar queixa contra o presidente da CEI, José Félix Tezanos, a quem acusa de “promover o sistema” e de favorecer o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) liderado por Pedro Sánchez. Em conferência de imprensa realizada na sede do PP, a denúncia foi apresentada. Como referido, a sondagem do CIS “subestima a intenção de voto no PP e sobrestima claramente o PSOE”, registando por vezes uma diferença de até 14 pontos. Gamarra destacou que esta utilização do partido CEI visa mudar a vontade dos cidadãos e mobilizar os eleitores socialistas, o que na sua opinião é um crime eleitoral devido à violação dos artigos 69 e 145 da Lei Orgânica da Administração Geral Eleitoral (LOREG).

O secretário adjunto para a Reforma Institucional confirmou que as eleições lideradas por Tezanos são financiadas por fundos públicos e visam deliberadamente “manipular e liderar a opinião pública”. Gamarra garantiu que, por se tratarem de inquéritos e resultados utilizados para apoiar o mesmo estabelecimento político, não se trata apenas de informação, mas de “uma ferramenta de propaganda para mobilizar os eleitores socialistas”. Nas palavras do próprio líder do PP, “quando falamos da CEI, não estamos a falar de demoscopia, estamos a falar de manipulação e em resposta recorremos à Justiça”.

A acusação do PP parte do pressuposto de que as atividades denunciadas por Gamarra não envolvem apenas responsabilidade política, mas também crime, segundo a denúncia, um caso de corrupção. A mídia detalhou que Gamarra disse: “Isso se chama corrupção” e ressaltou que o partido exigirá as consequências do crime. A denúncia será dirigida especificamente a José Félix Tezanos, que o PP aponta como um dos responsáveis ​​pelo que diz ser a “corrupção política do Sanchismo”.

Durante uma intervenção perante os meios de comunicação, Gamarra não só culpou Tezanos pela “religião pura” contra o establishment de direita, mas também insistiu que Pedro Sánchez representa a fonte do problema para o PP, afirmando que se falamos de corrupção em Espanha, “Pedro Sánchez é o verdadeiro problema”. Segundo relatos da comunicação social, o porta-voz insistiu que o PP não pode ficar “indiferente” ao que descreveu como a utilização de fundos públicos pelo partido.

Da mesma forma, a denúncia anunciada visa incentivar o tribunal a identificar possíveis crimes nas eleições e na campanha do partido do presidente da CEI, afirmando que a manipulação do voto tem uma influência ilegal na opinião pública e nos resultados eleitorais. Gamarra destacou a necessidade de garantir que estas ações conduzam a consequências criminais e enfatizou a importância de proteger o princípio da imparcialidade e neutralidade em todas as instituições responsáveis ​​pela investigação social e política.

O meio de comunicação noticiou que Gamarra descreveu as alegadas falhas nas sondagens como erros técnicos ou simples diferenças estatísticas, mas como exemplos de práticas sistemáticas de manipulação destinadas a apoiar eficazmente um partido em detrimento de outro. Para o PP, este comportamento representa uma violação continuada da confiança pública depositada no CIS e um desvio do propósito original da organização, cuja responsabilidade legal é servir com integridade e independência.

A denúncia oficial, segundo a informação recolhida na conferência de imprensa, confirmou que a ação demonstrada pelo PP põe em causa a transparência e a integridade do processo eleitoral em Espanha. O PP insiste que cabe aos tribunais analisar os fundamentos da denúncia e determinar se existem provas suficientes de um processo-crime a instaurar por crimes eleitorais. Conforme explicaram os porta-vozes do establishment, a decisão de utilizar meios judiciais responde à necessidade de impedir a alegada utilização do CIS para fins políticos e eleitorais.

Tal como notado pela comunicação social, o anúncio da denúncia por parte do PP insere-se numa longa polémica em torno da gestão e transparência do trabalho democrático liderado pela CEI, instituição cujo presidente José Félix Tezanos tem sido alvo de repetidas críticas da oposição que questiona o procedimento, a independência e a apresentação dos dados eleitorais em Espanha.



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