O Presidente do Tribunal Constitucional, Jorge Enrique Ibáñez Najar, alertou para os perigos que podem surgir no sistema democrático se aqueles que gerem e fiscalizam as eleições não tiverem independência, o que, na sua opinião, poderia abrir a porta à destruição da confiança dos cidadãos e facilitar a dissolução da ditadura.
O juiz fez essas reflexões enquanto o tribunal superior debatia questões graves como a reforma previdenciária, a emergência econômica e outras medidas propostas pelo governo do presidente da República, Gustavo Petro, que causaram uma tempestade política. Ao mesmo tempo, o trabalho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) foi criticado pelas decisões que tomou em campanhas como as de Iván Cepeda e Daniel Quintero.
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Durante seu discurso, Ibáñez Najar enfatizou Uma semana que “não se pode imaginar uma verdadeira democracia se quem organiza e fiscaliza as eleições não tiver independência”,salientou que a independência do sistema eleitoral é um pilar essencial para manter a legitimidade do governo democrático colombiano.

Na sua análise, o juiz lembrou que a Carta Magna não era um documento decorativo, mas “uma expressão da vontade de viver juntos em paz, de aceitar a humanidade como base da ordem política e de exercer o poder do direito público que a vincula e limita”. Para Ibáñez Najar, a legalidade da Constituição de 1991, “mesmo em desacordo”, depende da sua aplicação, educação e correta defesa, e do cumprimento das autoridades.
Da mesma forma, alertou para as possíveis consequências da deterioração da percepção da verdade, porque confirmou que se trata do início de uma ditadura, razão pela qual apelou a eleições transparentes.
“Manter a confiança na verdade não é um negócio. É uma tarefa democrática essencial: quando o Os cidadãos perderam a esperança nas instituições governamentais e a porta para atalhos autoritários começa a abrir-se”, explicou aos meios de comunicação acima mencionados.
No mesmo sentido, disse que a independência e independência das instituições governamentais é um obstáculo à tentativa de manipulação do processo eleitoral. Segundo Ibáñez Najar: “Esta autonomia permite-nos proteger a dissidência, proteger as minorias e garantir que nenhum ator político abuse do poder em seu próprio benefício”.
Durante o seu discurso, o juiz enfatizou que a confiança na democracia depende em grande parte da percepção do público sobre a transparência e justiça do processo eleitoral. Por isso insistiu: “A protecção da autonomia do sistema eleitoral, portanto, é a protecção da soberania nacional. Garante que a escolha do povo seja tomada, calculada e respeitada sem interferências indevidas”.

Ibáñez Najar também defendeu a estabilidade das instituições governamentais, a separação de poderes entre as agências governamentais e a democracia, num momento em que estas questões atravessavam o debate jurídico e político colombiano.
Portanto, sugeriu que para evitar a destruição da democracia é necessário promover a cultura dos cidadãos sobre a importância das eleições.
“Não basta escolher, é preciso saber escolher, saber ponderar, saber ouvir, saber exigir razões, saber criticar mas não prejudicar”. Você deve saber a diferença entre dissidência legítima e apelos à destruição do sistema constitucional. “É preciso saber como proteger as instituições governamentais”, disse o juiz.
E disse ainda: “Não são só os juízes que garantem a estabilidade das instituições, mas é responsabilidade de cada indivíduo. Cabe ao legislativo, ao emitir leis, examinando e respeitando os procedimentos.















