Cidade do México, 14 de junho (EFE).- Os professores em greve nacional do México anunciaram neste domingo que permitirão viagens gratuitas nas rodovias que ligam a capital do país e realizarão ações semelhantes em mais de 20 estados, como parte de um novo dia de manifestações para exigir mudanças no sistema de pensões e melhores salários.
A medida foi aprovada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) depois que sua sede decidiu, no fim de semana, dar continuidade à greve nacional a partir de 1º de junho, no âmbito da Copa do Mundo FIFA de 2026.
Segundo o acordo da organização, na segunda-feira o evento será realizado na entrada principal da Cidade do México e se estenderá a mais de 20 estados, desde Oaxaca e Chiapas, no sul do país, até Sonora e Chihuahua, no norte.
A CNTE, um dos maiores movimentos sindicais de professores do México, exige a revogação da reforma das pensões de 2007, aumentos salariais e alterações em diversas políticas educativas.
O anúncio ocorreu após semanas de campanha que fizeram do conflito um dos principais desafios políticos do governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum.
Durante várias semanas, os professores organizaram um acampamento de protesto nas ruas do centro da Cidade do México, perto da praça principal do país, enquanto prosseguem as negociações com as autoridades.
O novo dia de protesto surge depois de o sindicato ter confirmado a sua mobilização durante a abertura do Mundial, quando foram fortemente isolados pela polícia, bem como pelas famílias dos desaparecidos que tentavam aproximar-se da sede do Mundial.
Os reguladores intensificaram a pressão sobre o governo até ao final de maio, aproveitando a atenção internacional gerada pela concorrência para divulgar a procura.
A CNTE sustenta que as propostas apresentadas pelo governo não respondem às reivindicações mais importantes, incluindo a abolição da lei do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) de 2007, que – notaram – Sheinbaum lhes prometeu durante a campanha.
Os líderes também criticaram a recusa do presidente em reunir-se directamente com representantes sindicais, apesar de semanas de esforços infrutíferos e negociações com autoridades federais. EFE
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