Madrid, 26 de junho (EFE).- Especialistas da Ibero-América estão empenhados em desenvolver políticas de segurança rodoviária para os países da região, como se viu no terceiro dia da assembleia do Observatório Ibero-americano de Segurança Rodoviária, que se realizou sexta-feira em Madrid.
O encontro realizou-se na Casa de América, no âmbito da XXX Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo que se realizará na capital espanhola no próximo mês de Novembro.
Com o objetivo de “cuidar da vida das pessoas”, o presidente do Programa Ibero-americano de Segurança Viária (OISEVI), o uruguaio Marcelo Metediera, apresentou o Marco Estratégico Ibero-americano para a Mobilidade Segura 2030.
Diretrizes com “ferramentas objetivas” e baseadas em dados, “coconstruídas e aprovadas”.
Usando a metáfora do futebol, aproveitando o jogo entre Espanha e Uruguai esta manhã, Metediera anunciou que “a bola está agora no campo do chefe de Estado” que se reunirá nos dias 4 e 5 de novembro para discutir se apoia ou não esta matéria.
Além disso, o presidente da Federação Ibero-americana de Associações de Vítimas de Violência (FICVI), Alma Chávez, acrescentou em seu discurso a importância do Índice Ibero-americano de Segurança Viária.
“O início do caminho, o renascimento do diálogo construtivo para transmitir as propostas da sociedade civil”, disse Chávez, que também expressou confiança em continuar o progresso e os estudos mais aprofundados no desenvolvimento de indicadores.
Um índice que, segundo Metediera, “dirá o que fazemos”.
O presidente da FICVI explicou ainda as doze áreas para atingir as metas estabelecidas, incluindo a taxa de mortalidade, o atendimento total às vítimas na estrada, a justiça pública, os transportes públicos e a fiscalização. Este último é considerado um dos mais importantes para a criação de “uma política pública na Ibero-América que visa salvar vidas”.
Entre os projetos mais destacados, a harmonização das cartas de condução em todos os territórios ibero-americanos conta com a participação de especialistas ibero-americanos como “um elemento fundamental e fundamental para transmitir a imagem deste projeto comum”, segundo as palavras do diretor-geral do trânsito espanhol, Pere Navarro.
A carteira de habilitação foi descrita como uma “carteira de bom comportamento” e uma “ferramenta preventiva” por uma das representantes da FICVI, Jeanne Picard.
Chávez apelou a “reescrever a mobilidade com esperança” e enfatizou a necessidade de os governos trabalharem juntos “para colocar este desastre social no centro das prioridades, vendo as vítimas como o “motor da mudança”.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, encerrou a reunião. EFE















