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Colômbia condena peruano a quase 19 anos de prisão por abuso sexual infantil

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Bogotá, 27 de junho (EFE).- Um tribunal colombiano condenou a 18 anos e oito meses de prisão um jovem de 18 anos e a oito meses de prisão por ter contato com um menor de 14 anos através das redes sociais.

Um juiz criminal considerou Sierra culpada de “uma acusação criminal de exploração sexual comercial de uma pessoa menor de 18 anos”, de acordo com um comunicado da divisão de investigação.

Segundo a investigação, esse homem entrou em contato com o jovem pela internet, dando-lhe dinheiro para que aceitasse fazer sexo com ele.

A investigação apurou que, após a conversa, Sierra foi a Medellín em fevereiro de 2023 e combinou um encontro com o menor em um prédio no bairro de Belén, a oeste da capital do departamento de Antioquia (noroeste).

O estrangeiro foi detido no Aeroporto Internacional José María Córdova, em Rionegro, município vizinho de Medellín.

Segundo o Ministério Público, durante este procedimento, as autoridades encontraram na sua bagagem três fotografias da vítima e outros itens que mostram a sua relação com o menor.

A sentença, que ainda é a primeira pena, além de impor pena de prisão, determinou a deportação do condenado do território colombiano após cumprir a totalidade da pena.

A exploração sexual comercial de crianças e jovens é um dos crimes que as autoridades colombianas priorizam, especialmente em cidades como Medellín, onde nos últimos anos o Ministério Público e a Polícia intensificaram as suas investigações sobre redes e pessoas que utilizam a Internet e as redes sociais para recrutar menores.

Há um mês, a relatora da ONU sobre violência contra mulheres e meninas, Reem Alsalem, comemorou a decisão do Supremo Tribunal colombiano que considera a prostituição uma forma de violência sexual e não de trabalho, num acórdão relacionado com a exploração de menores.

O relator afirmou que a procura de serviços sexuais “constitui um elemento definidor e o primeiro elo da cadeia de exploração” e afirmou que aqueles que geram esta procura “não são participantes activos no mercado ilegal, mas sim exploradores directos”. EFE



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