A secretária política da Juventude Comunista da Colômbia (Juco), Viviana Marín Carmona, enviou uma mensagem de desafio ao governo que será liderado pelo presidente eleito Abelardo de la Espriella durante 2026-2030.
O dirigente descreveu a situação política como um cenário de confronto direto entre a juventude de esquerda e o futuro governo.
Durante a reunião dos militantes, Marín Carmona disse que a responsabilidade da ação será assumida “Tornar este país inabitável para Abelardo de la Espriella”.
Ele garante que a verdade é que os considera uma “praga”, frase adotada pelo líder: “Sim, cordeiros, somos uma praga. E somos uns desgraçados que vão sair às ruas todos os dias de nossas vidas e dizer: ‘Não, aqui estamos’ (sic)“.
Campo esquerdo mostra manifestação antes da chegada de Abelardo de la Espriella – crédito @MariaFdaCabal/X
A mensagem de Marín Carmona incluía um apelo à mobilização sustentada: “Amigos, não daremos um único passo, nem um único passo, nem um único passo para trás, porque Temos uma luta e uma luta aqui, meus amigos. Ninguém está deprimido aqui, ninguém está cansado aqui“.
Este líder enfatizou que a rendição equivale à traição e acredita-se que abandonar a guerra significa falta de consciência. “É uma traição à tolerância, à falta de reflexão, ao cansaço, aos amigos“, disse ele.
A intervenção do líder comunista ocorreu dias depois do anúncio oficial do novo presidente. O discurso enfatizou a determinação da organização: “Vamos vencer porque aqui ninguém nos derrotou e nunca nos traímos”.
Após o exposto, o partido Centro Democrático levantou a voz para rejeitar os comentários da Juventude Comunista da Colômbia (Juco), após reconhecer a afirmação de que a campanha “tornará este país inabitável”.
O partido, através da conta X, declarou que considerar este slogan como um objetivo político é “inaceitável e contra a coexistência que a Colômbia necessitaA organização enfatizou que “a democracia não pode ser construída sobre intimidação, ódio ou perturbação”.

Na mesma mensagem, este partido político confirmou que o exercício da oposição é um direito fundamental, mas só deve ser “no respeito pela escolha do povo e pelo Estado de direito”.
O Centro Democrático instou as autoridades a “permanecerem vigilantes contra discursos que incitem conflitos ou possam levar à violência”.
O representante do Senado, Hernán Cadavid, juntou-se às críticas, divulgando as suas preocupações sobre o impacto do discurso de confronto nas redes sociais. Ele citou a frase “Tornar este país inabitável” e perguntou o efeito de “ódio à esquerda entre os jovens“.
O dirigente destacou que “sem violência e ameaças não são nada”, contrariando a mensagem transmitida pelo porta-voz da juventude do sector comunista.

O debate se intensificou após a transmissão de outra declaração polêmica da jornalista e ex-candidata presidencial Vicky Dávila, que também citou a frase: “Fala a verdade, sim, hp, somos uma praga”.
O episódio intensificou o debate sobre os limites do protesto, a linguagem no debate público e o papel dos líderes políticos e sociais.

Por fim, o cantor colombiano Lucas Arnau compartilhou em sua conta oficial X uma forte mensagem dirigida a quem, segundo ele, representa o saldo negativo do último período presidencial.
“Este é o legado do governo cessante, um povo escondido que não gosta da Colômbia”escreveu o artista, destacando que existe uma parcela da população que é “despadronizada e rude”.

Arnau questionou os interesses daqueles que promovem o conflito. “Eles são perigosos, mas não para a vida, mas para o caos e a destruição da sociedade“, disse ele em seu livro. O músico finalizou seus comentários com a pergunta: “Quem ele pensa que é ou o quê?”, com emoticons que mostram sua irritação.
As palavras da intérprete reflectiram as tensões e conflitos que existem no país após a mudança de governo da esquerda para a direita, bem como o debate sobre o papel dos cidadãos no estabelecimento da democracia.















