Bruxelas, 1 de julho (EFE).- O embaixador dos EUA na NATO, Matthew G. Whitaker, anunciou quarta-feira que a venda de armas a países aliados para uso na Ucrânia continuará como antes através da iniciativa denominada PURL proposta pela Aliança Atlântica.
“Os Estados Unidos, como sempre digo, não desaparecerão. Continuaremos a fazer o que estamos a fazer e esperamos que os nossos aliados se juntem a nós neste esforço”, disse Whitaker numa conferência de imprensa telemática antes da cimeira da NATO, de 7 a 8 de julho, em Ancara.
Questionado no encontro sobre as suas expectativas para as relações com a Ucrânia, o embaixador garantiu que “o anúncio dos Estados Unidos e dos seus aliados será importante”.
“Estabelecemos o programa PURL, do qual já falei várias vezes, e vendemos mais de 6 mil milhões de dólares em sistemas avançados dos Estados Unidos, incluindo mísseis de defesa aérea Patriot e PAC-3, à Ucrânia e aos aliados da NATO, que os forneceram à Ucrânia”, lembrou.
Ele observou que continuam a trabalhar nesta direção e “juntos” apoiam a Ucrânia e esperam que os aliados europeus “suportem o fardo da guerra no continente europeu”.
Whitaker destacou o “grande trabalho” que os ucranianos estão realizando no campo de batalha e considerou que a PEARL (lista prioritária de equipamentos de defesa para a Ucrânia) lançada há um ano era “uma parte importante disso”.
“Os nossos aliados compram armas americanas e fornecem-nas à Ucrânia, e são as melhores armas disponíveis. Alocamos 6 mil milhões de dólares para este programa e continuamos a fazê-lo; penso que é um verdadeiro sucesso”, insistiu.
Esta agência confirmou também que o estabelecimento desta base industrial de defesa não é apenas necessário para os europeus, mas também para os americanos.
“Os Estados Unidos precisam de produzir mais e fazer mais, mas bem, vou parar de fazer declarações (…), mas devem esperar um compromisso de longo prazo de apoio à Ucrânia que os ajude a continuar a guerra, a continuar o sucesso que alcançaram e, ao mesmo tempo, a enviar um sinal à Rússia de que esta guerra deve acabar”, sublinhou.
Sobre a paz entre a Ucrânia e a Rússia, Whitaker lamentou que, neste momento, “nenhum dos lados esteja pronto, no final, para aceitar o mesmo acordo”, mas garantiu que “continuaremos a insistir e a conversar”. EFE















