o Gabinete do Provedor de Justiça destacou as duas primeiras sanções definidas na Jurisdição Especial para a Paz, JEP, contra ex-membros do secretariado das extintas FARC-EP e contra 12 ex-soldadosconsiderando que representam um progresso na garantia dos direitos das vítimas e na implementação do Acordo Final de Paz.
A organização lembrou que a implementação do Acordo de Paz não é uma decisão obrigatória, mas uma obrigação constitucional para todos os líderes do Estado. A sua declaração veio depois de o JEP ter tomado uma decisão em dois dos casos mais sensíveis: o Caso 01relacionadas com a política de expropriação das extintas FARC-EP, e a Caso 03sobre assassinatos ilegais.
De acordo com a notícia publicada pela Rádio Azulno caso 01, ex-integrantes do secretariado das FARC-EP foram punidos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. No caso 03 a decisão foi abrangida 12 ex-soldados por seu papel nos desaparecimentos forçados e assassinatos de pessoas expostas à morte em combate no Batalhão La Popa, na região do Caribe.
Para a Provedoria de Justiça, estas sanções têm particular importância porque priorizam medidas restaurativas com a participação das vítimas. O departamento destacou que a inclusão das vítimas na definição de pena é essencial para promover a justiça, a reparação e a dissuasão.

O Gabinete do Provedor de Justiça confirmou que a decisão do PEC confirma parte da restauração do sistema de justiça transicional. Segundo ele, a punição deve responder à gravidade da situação, mas também permitir que as vítimas participem ativamente no estabelecimento de medidas destinadas a reparar os danos causados.
Em relação ao caso 01, a organização destacou que essas sanções vêm acompanhadas dos requisitos da punição. cronograma verificável. Estas ferramentas permitem monitorizar o cumprimento das obrigações impostas a quem comparece e medir se o trabalho de reabilitação está realmente a avançar.
A agência também enfatizou restrições efetivas à liberdade dos condenados. Para a Ouvidoria, esse ponto é importante para que a decisão não fique como um mero compromisso simbólico, mas tenha abordagem e controle concretos.
Em relação ao caso 03, a Provedoria de Justiça insistiu na responsabilidade do Estado em proteger os direitos das vítimas de homicídios ilícitos. Ele também confirmou que as sanções incluem ações destinadas a restaurar a memória histórica e os valores das comunidades afetadas.
A declaração do Provedor de Justiça centrou-se também no dever das instituições públicas de apoiar o sistema judicial. Este departamento lembrou que a implementação do último Acordo de Paz reconhece todos os poderes e requer ações concretas para garantir os direitos das vítimas.
Nesse sentido, a organização considerou que o primeiro despacho final do PEC é um passo importante no desenvolvimento de um sistema cheio de verdade, justiça, inovação e não repetição. A decisão, segundo a secretaria, mostra que a participação das vítimas pode se traduzir em punições com conteúdo restaurativo e controle institucional.
A Ouvidoria também comemorou o estabelecimento de um sistema de monitoramento internacional com a implementação das sanções impostas pela PEC. Será criado pela Missão de Apoio ao Processo de Paz da OEA na Colômbia e pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Esta auditoria externa permite verificar o cumprimento dos requisitos e reforçar a fiabilidade do processo. Para a Provedoria de Justiça, o acompanhamento das organizações internacionais pode contribuir para garantir que as punições sejam executadas de forma séria, verificável e orientada para as vítimas.















