O presidente Gustavo Petro confirmou as alterações no Orçamento Geral da Nação (PGN) para disponibilizar 4 bilhões de dólares para a conscientização e mitigação do fenômeno El Niño. Esta decisão foi anunciada terça-feira, 21 de julho, no sentido de dar prioridade aos recursos financeiros face ao impacto das condições meteorológicas no país.
Do futuro orçamento do Ministério das Finanças que não se cumpre noutros projectos, segundo explicação do presidente no conselho do governo, a riqueza nacional.
Estes fundos serão transferidos para a Autoridade Nacional de Gestão de Calamidades (Ungrd) para fortalecer a infra-estrutura energética e garantir a continuidade dos serviços de electricidade durante a estação seca.
Durante a sua participação na videoconferência da reunião de ministros, explicou a urgência de restabelecer os recursos económicos do Estado na necessidade urgente de abastecer e proteger os cidadãos.
“O que queremos é mudar o orçamento, levar o dinheiro para onde é necessário hoje, com urgência. Hoje, não amanhã. Hoje. Milhões de dólares. Pedi que os quatro bilhões de pesos que o Ministério da Fazenda não destinou, no próximo período, para o programa Solar Colômbia – que, para mim, é necessário para mitigar o impacto do El Niño em termos de energia elétrica – sejam trazidos para o Ungrd”, disse Petro.
O presidente explicou que o objectivo desta revisão do orçamento é fortalecer a capacidade da agência de gestão de risco no momento da maior seca do país.
Segundo o presidente, o que pretende mesmo é contrariar a possível diminuição dos níveis de armazenamento e a redução da produção hidroelétrica através da instalação de soluções de energia solar.
“Vamos ter oito bilhões na Gecelca (empresa de energia caribenha). Cuidado com a corrupção. Oito bilhões para resolver, em termos de energia, a possível queda de água como produtor de energia elétrica na Colômbia durante dezembro, fevereiro e março do próximo ano. Não é com mais gás, mas com mais painéis solares, porque o sol, e o estado da Colômbia, em todo o território da Colômbia.

A diretriz entregue ao gabinete do ministério afirma que a resposta ao clima não depende do aumento da queima de combustíveis fósseis, mas do aproveitamento da radiação solar durante os meses críticos.
No desenvolvimento do Conselho Nacional de Gestão de Riscos, o presidente concentrou suas palavras na chegada do fenômeno El Niño – uma mudança climática temporária que aquece as águas do Oceano Pacífico e causando mais chuvas, mais secas e temperaturas mais altas em muitas áreas- na dinâmica das alterações climáticas globais e definiu prioridades para a sua administração.
“Tem sido uma prioridade nos últimos quinze dias. Primeiro, a vida humana na Colômbia. E qual é o trabalho que temos que enfrentar em particular? Esperança, enfrentar o que as pessoas mais ricas do mundo estão fazendo à nossa pátria colombiana, destruindo-a, tirando-lhe a água, por causa da sua ganância estão consumindo mais petróleo e carvão do que qualquer outra pessoa em qualquer lugar do mundo”, disse o chefe de Estado.

O Presidente Gustavo Petro acrescentou que o actual modelo de produção cria pressão ambiental sobre os recursos naturais do país e reiterou a necessidade de implementação imediata de medidas de adaptação.
Pelo que apontou diante da tela: “Esse é o problema do fator econômico, que é o fator humano, o modo de produção que nos leva à morte. Já não nos leva a viver como antes, melhor, mas nos leva à morte e por isso devemos superá-la se quisermos viver na Colômbia e na terra.















