Los Angeles (Estados Unidos), 22 de julho (EFE).- A coletiva de imprensa da Paramount Skydance pediu nesta quarta-feira provas que justifiquem o cancelamento de sua associação com a Warner Bros. Discovery, medida que visa evitar que a compra da Warner seja congelada caso seja avaliada a ação judicial de 12 estados que acusam o acordo de criação de monopólio.
O documento, ao qual a Deadline teve acesso, propõe um julgamento de três dias no final de agosto para a juíza federal da Califórnia responsável pelo caso, Araceli Martínez-Olguín, afirmando que a ação movida pelo procurador procura “medidas extraordinárias e extremas”, mas não dá à empresa “a oportunidade de um julgamento pleno e justo”.
Um juiz emitiu esta semana uma ordem de restrição temporária impedindo a Paramount de fechar o acordo de US$ 110 bilhões por pelo menos 14 dias e marcou uma audiência para 3 de agosto para ouvir os argumentos de ambos os lados.
A decisão surge em resposta a uma ação movida na semana passada por 12 estados, liderados pela Califórnia e Nova Iorque, que afirmam que a fusão “eliminaria a concorrência” em Hollywood e violaria uma lei federal de 1914 que proíbe fusões que possam diminuir a concorrência.
A operação dará à empresa como resultado cerca de 27% do mercado de distribuição de filmes e mais de 30% na primeira divisão de blockbusters, além de fortalecer o foco no negócio básico de televisão a cabo, segundo a denúncia.
O sindicato dos roteiristas de Hollywood (WGA), que entrou na quarta-feira no tribunal federal da Califórnia pedindo uma liminar para bloquear o acordo de fusão, foi adicionado ao processo de doze estados.
O sindicato, que reúne cerca de 20 mil membros, argumentou que as negociações controversas resultarão em perdas massivas de empregos e que um dos riscos da fusão é que “os rendimentos dos escritores diminuirão e haverá menos oportunidades de emprego”.
Por seu lado, a Comissão Europeia deu luz verde à Paramount Skydance para adquirir a Warner Bros. Discovery com a condição de que a primeira implemente certas medidas para evitar problemas de concorrência na distribuição de filmes nos países do Espaço Económico Europeu. EFE















