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Conselho Europeu enfrenta pressão dos EUA sobre uso de ativos russos congelados para a Ucrânia

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Os líderes europeus reúnem-se actualmente em Bruxelas para uma cimeira do Conselho Europeu, onde enfrentam uma agenda crítica que inclui a análise da utilização de 210 mil milhões de euros de activos russos congelados para apoiar a Ucrânia. Surgiram relatos de que a administração Trump está a exercer uma pressão significativa sobre os líderes europeus para que congelem os planos para estes activos, com o objectivo de angariar fundos para os esforços de defesa e reconstrução da Ucrânia.

A Comissão Europeia propôs a utilização de activos russos detidos na Bélgica como garantia para empréstimos à Ucrânia, que necessita desesperadamente de apoio financeiro devido ao conflito em curso. No entanto, as autoridades norte-americanas pedem um adiamento desta acção, afirmando que estes activos congelados poderão ser uma ferramenta útil nas negociações para futuras conversações de paz.

“Eles querem enfraquecer-nos”, comentou um alto funcionário da UE, que está familiarizado com as manobras transatlânticas e os preparativos para a cimeira. Esta declaração destaca o fardo crescente da União Europeia sobre a influência dos Estados Unidos no processo de tomada de decisão dos seus estados membros. Alguns líderes nacionais, incluindo Viktor Orbán da Hungria, Andrej Babiš da República Checa e Giorgia Meloni da Itália, expressaram a necessidade de a UE explorar estratégias alternativas.

As autoridades europeias descreveram a pressão dos EUA como “enorme e sem precedentes”, expressando preocupação de que o abandono do plano imobiliário possa causar um grande revés para a UE. Alertam que poderá estar alinhada com a Política Estratégica Nacional dos EUA, que parece ter como objectivo desestabilizar a UE e fortalecer os movimentos eurocépticos dentro das suas fronteiras.

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Um relatório detalhado destacou as consequências negativas da retirada do apoio à Ucrânia, sugerindo que uma Ucrânia enfraquecida não só teria dificuldades para regressar às negociações do pós-guerra, mas também seria incapaz de garantir um acordo de paz duradouro à medida que os esforços de reconstrução se aproximam.

Em resposta ao revés, a administração Trump rejeitou os apelos à intervenção. A vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Ana Kelly, enfatizou que o foco do governo continua na paz duradoura. “Tanto os ucranianos como os russos deixaram clara a sua posição sobre os bens congelados, e o nosso único objetivo é facilitar as discussões que possam eventualmente levar a um acordo”, disse ele, com o objetivo de esclarecer as intenções do governo em meio às tensões.

À medida que a cimeira avança, as opiniões divergentes entre os líderes europeus e a administração dos EUA continuam a ser um importante ponto de discórdia que poderá redefinir a estratégia diplomática e o futuro dos esforços de reconstrução da Ucrânia.

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